Integrantes da diretoria, presidente Cristiano Humennhuk (D) e coordenador Eduardo Rodrigues (E) acreditam em um grande ano para o Moleque Travesso | Foto Lucas Pavin/Avante! Esportes
Integrantes da diretoria, presidente Cristiano Humennhuk (D) e coordenador Eduardo Rodrigues (E) acreditam em um grande ano para o Moleque Travesso | Foto Lucas Pavin/Avante! Esportes

A desistência de disputar a elite do futebol catarinense por parte do Almirante Barroso, oficializada na segunda-feira (14), encerrou um período angustiante de exatos 5 anos, 6 meses e 2 dias do Juventus na Série B.

A confirmação do acesso coroa um processo de reestruturação e transformação do clube dentro e fora de campo feito pela atual diretoria, que agora corre contra o tempo para tornar o Moleque Travesso competitivo, diante das maiores forças do Estado.

Para isso, a alta cúpula tricolor se divide em três partes para atingir o conjunto desejado ao final do processo.

“Temos que nos desdobrar para que a gente consiga fazer com que tudo ocorra como planejado e o mais rápido possível, porque o tempo é curto”, declara o presidente Cristiano Humenhuk.

Foto Lucas Pavin/Avante! Esportes

Veja as frentes trabalhadas pela diretoria

Gramado

A troca do campo é a maior preocupação no momento. Para atender as exigências da Federação Catarinense de Futebol, o clube precisará desembolsar cerca de R$ 340 mil para a obra, que inicia já na próxima segunda-feira (21), com a retirada do atual gramado.

Depois, vem o sistema de drenagem, irrigação e plantio da nova grama, fechando o processo que tende a durar de 60 a 90 dias.

Além do empresariado, a diretoria vai atrás do poder público para saber da possibilidade de ajuda nas despesas. A ideia é ter o novo campo em condições ideais até o dia 20 de dezembro.

Futebol

Com o objetivo de montar um elenco competitivo para permanecer na primeira divisão, o clube contratou um novo gestor para trabalhar ao lado do gerente de futebol Cleber Hernacki.

Trata-se de Renê Marques, paulista de 42 anos, que tem dois acessos como treinador em Santa Catarina por Marcílio Dias e Barroso, ambos de Itajaí, e vem exercendo a nova função desde 2018.

Renê Marques na época de Almirante Barroso | Foto Divulgação

Os profissionais já vasculham o mercado, cientes da intenção do Juventus de trabalhar com uma folha salarial de R$ 150 mil a R$ 200 mil por mês.

De três a cinco jogadores que vestiram o manto tricolor na Série B podem retornar, mas a diretoria prefere não citar nomes. A apresentação oficial deve ocorrer no início de dezembro.

“O Renê tem um grande histórico no futebol catarinense e é conhecedor do futebol paulista, que é o nosso foco. Acredito que teremos uma equipe competitiva e que deve brigar no meio da tabela”, comenta Humenhuk.

Eventos

O torcedor também poderá fazer sua parte na empreitada do Moleque Travesso. Neste sábado (19), acontece o tradicional festival de futebol, acompanhado pelo almoço com churrasco, a partir das 11h, no estádio João Marcatto.

Os cartões custam R$ 25, sendo que todo valor arrecadado será revertido ao clube. No dia, os juventinos ainda poderão levar um pedaço da grama, replantada em 2011, para recordação.

Foto Lucas Pavin/Avante! Esportes

Outro evento está previsto para o mês de dezembro, esse específico para comemoração do acesso, quando serão apresentadas algumas peças do novo elenco e possíveis patrocinadores. Em breve, o clube divulgará mais detalhes.

“A sensação é incrível para quem saiu da arquibancada e hoje está na gestão do clube na Série A. Precisamos do torcedor e do empresariado nesse momento, e acredito que vai dar tudo certo”, finaliza Cristiano Humenhuk.

 

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