O primeiro dia do quinto mês de cada ano é especial para o Grêmio Esportivo Juventus. Fundado em 1º de maio de 1966, o clube de futebol profissional mais antigo de Jaraguá do Sul completa nesta terça-feira 52 anos de história. Mas a verdadeira festa, a torcida juventina espera que aconteça em meados de agosto, quando o Tricolor poderá, enfim, sacramentar o retorno à elite do Campeonato Catarinense.

Gerente de Futebol, Cleber Hernacki, e vice-presidente, Cristiano Hummenhuk, veem o clube pronto para conquistar o acesso I Foto: Eduardo Montecino/OCP

A promoção à Série A depois de quatro anos é um presente que o Moleque Travesso sonha há tempos, mas que não vem se tornando realidade em campo. Nos últimos aniversários, a ambição era a mesma, mas por inúmeros fatores acabou sendo desperdiçada, o que serviu de lição para não ser repetido em 2018. “Mesmo você sendo idôneo e correto neste meio como é nossa diretoria, parece ser mais complicado trabalhar com futebol. Tem que ter jogo de cintura para tudo, desde federação, jogadores, empresários, e outras situações. Aprendemos isso, o que pode nos ajudar a ir mais longe nessa temporada”, disse o vice-presidente, Cristiano Hummenhuk.

Retrospecto nos últimos três anos na Série B:

* 2015: 5º lugar geral, com 24 pontos conquistados em 18 jogos (7 vitórias, 3 empates e 8 derrotas);

* 2016: 5º lugar geral, com 29 pontos conquistados em 18 jogos (8 vitórias, 5 empates e 5 derrotas);
* 2017: 9º lugar geral, com 13 pontos conquistados em 18 jogos (3 vitórias, 4 empates e 11 derrotas);

Agora, a confiança é completamente diferente. Sem nenhum evento programado para comemorar o aniversário, os dirigentes preferem deixar as festividades de lado para o foco estar completamente voltado ao acesso. “Só estamos pensando em chegar à Série A e não faremos nenhuma festa por esse motivo. Acredito que chegou a nossa hora. Com tudo que sofremos e ainda estamos sofrendo, o acesso seria algo para tampar tudo isso e ter uma nova jornada no clube”, enfatizou Hummenhuk.

Restando pouco mais de um mês para o início da Série B, um pequeno grupo de atletas já se apresentou ontem e outra parte inicia oficialmente as atividades hoje. A ideia é que na próxima semana, os 26 jogadores que estão previstos para compor o elenco, entre contratados e oriundos da base, estejam devidamente apresentados ao técnico Eduardo Clara.

Primeiros jogadores já chegaram ao estádio João Marcatto, entre eles, o experiente Anderson Pedra I Foto: Eduardo Montecino/OCP

“Buscamos um perfil de atletas que queiram vir pra cá e vistam realmente a camisa do clube. Conseguimos buscar bons nomes e conversamos muito com todos os atletas. Temos um projeto simples, sem fazer loucuras, mas com uma equipe muito competitiva que nos trará bons resultados dentro de campo e alegrias aos torcedores”, destacou o gerente de futebol, Cleber Hernacki.

Retorno aos momentos de glória

Dez anos depois de sua fundação, o Moleque Travesso participou de uma Série A, pela primeira vez, em 1976, e permaneceu na elite até 1980. Mas a época de ouro vivida pelo clube foi na década de 90, quando o clube retornou ao futebol profissional após dez anos de licenciamento e chegou a disputar o Campeonato Brasileiro da Série C, em duas ocasiões. Na melhor delas, em 1995, o Juventus chegou à terceira fase da competição.

De lá para cá, o Tricolor viveu uma verdadeira gangorra e até voltou a ficar inativo por mais alguns anos. Depois de um 2004 e 2006 de boas lembranças por campanhas históricas na Série B e Série A, respectivamente, o último momento de alegria do torcedor foi no acesso à elite do futebol catarinense, em 2012, quando o treinador Pingo montou um time que foi o melhor do torneio em todos os critérios.

Hummenhuk ainda sonha em levar o Tricolor de volta a uma competição nacional I Foto: Eduardo Montecino/OCP

Desde 2015 na segunda divisão, agora o sonho da sua torcida e dirigentes é recuperar o orgulho perdido, sonhando com um novo acesso imediato no Estadual e uma participação em competições nacionais, em breve. “Fizemos um grande planejamento e sabemos que temos condições de estar na Série A (Catarinense). Para isso tivemos um processo, passando por uma reestruturação completa no clube, desde administrativa até a base. Já percorremos um caminho e estamos conseguindo movimentar o clube durante todo ano. Então temos como primeiro objetivo a Série A, mas no próximo ano queremos uma vaga na Série D do Brasileiro e Copa do Brasil”, destacou o vice-presidente, Cristiano Hummenhuk.