Completando 15 anos dedicados ao atletismo, Simone Ponte Ferraz está de malas prontas para seu maior desafio na carreira.

No próximo domingo, dia 4 de agosto, a corredora de Jaraguá do Sul embarca para Lima, no Peru, onde irá disputar os Jogos Pan-Americanos, maior evento poliesportivo das Américas.

Após conquistar índice em três provas, a atleta de 29 anos acabou sendo convocada em junho para competir nos 3.000m com obstáculos.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Categoria essa em que detém o recorde absoluto catarinense e figura entre os principais nomes no Brasil, além de ocupar um 7º lugar no ranking Pan-Americano.

Desde então, Simone encarou uma preparação intensa para brilhar com a camisa brasileira. Há mais de um mês, os treinos na pista são diários, divididos em dois períodos.

“Mudei toda minha preparação que era para maratona e passou a ser mais intensa para prova de 3.000m com obstáculos. Está sendo desgastante, mas se a competição fosse hoje estaria pronta”, relata.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Por trás de todo esforço, há um propósito justificável. Feliz pela oportunidade de estar no Pan, pela primeira vez, ela sonha em voltar para casa com uma medalha.

O desafio não é dos mais simples, é bem verdade. Afinal, a jaraguaense reconhece que as americanas e canadenses são as grandes favoritas da prova. Porém, a evolução constante nos treinamentos dá esperanças de garantir um lugar no pódio.

“Essa prova tem suas favoritas, mas quando se veste a camisa da seleção brasileira você vai para cima. Me preparei muito bem e se Deus quiser vou ser abençoada com uma medalha, porque fiz por onde pela minha dedicação”, destaca.

Ao chegar na capital peruana, Simone manterá as atividades até o dia 10, data em que está marcada a prova de 3.000m com obstáculos, às 17h (horário de Brasília), com transmissão dos canais Sportv e Record.

Ansiedade por estreia

O ‘nervosismo da estreia’ atinge até mesmo os atletas mais experientes nas grandes competições. Com Simone Ponte Ferraz não é diferente.

Prestes a viver o clima dos Jogos Pan-Americanos, a corredora admitiu uma certa ansiedade e o famoso ‘friozinho na barriga’ nestes dias que antecedem a prova.

“Ansiedade aperta cada dia, porque é uma competição muito importante, onde todos os atletas querem participar. É um sonho. Então ansiedade está grande e é normal para qualquer atleta”, comenta.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Apesar da grande expectativa, Simone destaca o bom equilíbrio psicológico em que se encontra, visto como fundamental para conseguir um bom resultado no Peru.

“A mente que manda no nosso corpo e todos os atos são voltados para ter a melhor performance. Tem todo um ciclo por trás do resultado e mentalmente estou muito bem preparada. Nunca estive tão bem e estou confiante”, completa.

Orgulho e incentivo

No melhor momento de sua carreira, Simone não imaginava uma ascensão meteórica que a fez em três anos começar o projeto Tóquio 2020 até chegar ao Pan.

Um motivo de orgulho para mulher que deixou Ponte Serrada ainda adolescente para tentar a vida de sucesso nas pistas, em Jaraguá do Sul.

“Quando saiu a convocação fiquei muito emocionada. Tinha índice para três provas e uma certeza de que seria convocada, mas a ficha só caiu quando vi meu nome entre os convocados. É a realização de um sonho. Esse é o resultado de muita dedicação e amor em 15 anos de atletismo”, afirma.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

E se depender de apoio, ela tem motivos de sobra para estar confiante em faturar uma medalha na competição.

“Onde eu passo todo mundo está me perguntando sobre o Pan. A torcida está bem grande e recebi uma energia muito boa no fim de semana, quando fui para Ponte Serrada, minha terra natal. Voltei renovada e vou levar muita energia boa para o Peru”, finaliza.

 

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