Com a chegada da aposentadoria, o economista Antônio Marcos de Souza queria se sentir útil para a comunidade novamente. Aberto às oportunidades, ele entrou de cabeça no universo do voluntariado, idealizando e fundando a Rede Nacional Saúde do Homem.

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Decidido a mudar este cenário, ele começou, em 2012, a levantar dados e encaminhar a criação da Rede Saúde do Homem. “Fiquei aterrorizado com o que encontrei”, conta. “Percebi que ninguém estava prestando atenção na saúde masculina”, recorda.

Mais do que a falta de políticas públicas, o aposentado percebeu que a desinformação era a principal inimiga do bem-estar do homem. “Existem diversos mitos envolvendo a saúde masculina, principalmente quando falamos de câncer de próstata”, explica.

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil e a estimativa é de que mais de 68 mil novos casos da doença sejam registrados neste ano. São dados que demonstram a importância do trabalho de Antônio e da Rede Saúde do Homem.

“A saúde pública é bem estruturada quando falamos da mulher e da família, mas o homem não se sente incluído nessa dinâmica e por isso não busca os serviços básicos”, afirma o voluntário.

Solidariedade em pauta

Natural de Itajaí, o economista aposentado escolheu Jaraguá do Sul como sede da rede pela característica humanitária da cidade. “Por aqui, se encontra uma sinergia entre o empresariado e o voluntariado que não existe em outros lugares”, garante.

A fundação da entidade movimentou lideranças políticas, empresariais e religiosas em prol de uma única causa. “A missão da rede é oportunizar o acesso às informações e promover práticas saudáveis, visando à qualidade de vida dos homens”, explica Antônio.

Para Antônio, trabalho da entidade vai se perpetuar | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Para Antônio, trabalho da entidade vai se perpetuar | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Hoje, seis anos depois de criar a rede, Antônio continua pensando à frente. “Temos planos de realizar congressos nacionais e internacionais sobre a saúde do homem porque o tema também não é abordado mundialmente”, diz.

Com a entidade, o aposentado deixa a sua marca no mundo. “Independente de estar aqui, a rede vai continuar a sua missão”, acredita. “Ela não foi criada para ser apenas mais uma, foi pensada para fazer a diferença”, emenda Antônio.

Segundo o aposentado, o voluntariado é a essência do desenvolvimento social. “Nem sempre é fácil, mas é extremamente gratificante”, afirma. “Não há dinheiro que pague saber que todo o trabalho que você faz toca a vida das pessoas”.

Como ajudar

A Rede Nacional Saúde do Homem, que atualmente conta com 15 voluntários, está à procura de pessoas para auxiliar nas atividades da entidade.

Interessados podem se dirigir à sede que fica na rua Expedicionário Gumercindo da Silva, nº 311, no Centro. A rede também realiza a venda de camisetas no local.

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