"Eu sempre comento que a melhor vacina é aquela que está no braço das pessoas. Na geladeira, ela não tem função alguma". Essa é a posição do secretário da saúde de Jaraguá do Sul, Alceu Gilmar Moretti, e que simultaneamente explica o avanço considerável do município na imunização - 71 mil jaraguaenses já receberam a primeira dose e 20 mil já receberam as duas - apesar das intempéries com falta temporária de imunizante.

"Desde o início do Plano Nacional de Imunização, o Município de Jaraguá do Sul seguiu as orientações do Ministério da Saúde e do Governo de Santa Catarina, quanto aos grupos prioritários, e não deixamos vacinas represadas. Aplicamos de acordo com o recebimento e respeitando as orientações do PNI. Diversas vezes, as vacinas acabaram devido a este ritmo que implantamos, com a criação da Central de Vacinação, no Parque Municipal de Eventos, o que facilitou o acesso às pessoas e possibilitou melhor estrutura para as nossas equipes", explica.

Para dar agilidade à aplicação das doses, o município está atendendo atualmente com oito guichês e estuda a possibilidade de ampliar em 20% esta capacidade, aumentando o número de vacinadores.

"Com isso, teremos a capacidade de vacinar, tranquilamente, duas mil pessoas por dia, claro, que se tivermos vacina disponível e, porque, em breve, teremos coincidência de aplicações de primeira e de segunda doses, o que vai exigir mais vacinadores", complementa.

Alceu Gilmar Moretti, secretário de Saúde de Jaraguá do Sul

A vacinação por faixa etária acelerou o processo. "Estamos atendendo com horário estendido de segunda a sexta-feira e nos fins de semana, para contemplar as pessoas. Mas, todo este esforço depende da quantidade de doses que recebemos dos governos federal e estadual. Nossa equipe envolvida na vacinação está bastante entusiasmada e dedicada à imunização das pessoas", diz.

Segundo o secretário, o município deve seguir até dezembro com a vacinação, para fechar o ciclo com a segunda dose.