Quatro anos atrás, neste mesmo dia 9 de junho, o Brasil já estava de portas e braços abertos para receber turistas e torcedores do mundo inteiro. A Copa do Mundo 2014 reuniu milhares de pessoas, provocando uma mistura cultural e sendo o motor até mesmo de amizades que perduraram depois que a taça foi erguida pela Alemanha no Maracanã.

E naquele mar de gente que tomava os estádios e as ruas estava Djeimes Cani, que hoje, aos 30 anos, se prepara para encarar uma viagem de cerca de 20 horas até desembarcar em terras russas.

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O planejamento para ir à Copa da Rússia iniciou há quatro anos, quando a bola ainda rolava aqui no Brasil. Ele explica que à época, um grupo de 10 jovens, iniciou o planejamento que tinha como objetivo, um depósito mensal, durante os quatro anos.

Dessa maneira, ficaria “mais fácil” conseguir o dinheiro. O plano não seguiu exatamente desse jeito, mas ele embarca no dia 20 rumo a Moscou.

Para Djeimes serão três jogos dentro dos modernos estádios russos. No dia 26, Dinamarca e França, e nos dias 22 e 27 são os momentos para acompanhar o Brasil nos jogos contra Costa Rica e Sérvia.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

O administrador conta que daquele grupo que se reuniu para assistir quatro jogos há quatro anos e traçou o plano de ir à Rússia neste, restaram quatro, que agora tem o sonho de ver o hexa do outro lado do oceano.

A viagem, embora aconteça daqui mais de 10 dias, já está completamente organizada. As passagens estão garantidas há seis meses, a hospedagem devidamente reservada desde março e agora, só resta esperar pelo momento do embarque.

O custo de uma ida à Copa do Mundo da Rússia? Para Djeimes, nenhum valor representa o peso da experiência. “É barato até. Se eu pudesse, veria mais jogos. É uma experiência única, uma coisa que você conta para os filhos, os netos”, ressalta.

Foto Eduardo Montecino/OCP News

Apaixonado por futebol, a primeira lembrança de Djeimes relacionada a uma Copa do Mundo é de 1994 e, de lá pra cá já se passaram seis, rumo a sétima disputa.

“Eu lembro de torcer, mas não entendia muito, comecei a ver melhor em 98. A Copa é muito marcante, a que mais me marcou foi a de 2002, com Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho”, lembra.

Disposto a aproveitar os dias na Rússia para viver a experiência da Copa e de tudo que ela oferece, o administrador destaca as experiências vividas também fora do estádio e lembra que de 2014 trouxe a amizade com argelinos. “É muito especial ter essa troca porque são culturas muito diferentes e vale demais para a sua história, a sua experiência”, afirma.

Agora, quando o assunto é o resultado dentro de campo, Djeimes acredita que um jogador pode ser peça fundamental para o sucesso do Brasil: Neymar. Para ele, o atacante é a referência da equipe e, mais ainda do que técnica, o que pesa sobre ele é a referência psicológica que ele exerce entre os companheiros.

E para o administrador se tem uma seleção que pode tirar o hexa das mãos de Tite e companhia, é a maior rival.

“Quem pode tirar do Brasil é a Argentina. Eu até apostei no Brasil, mas acho que se alguém tira esse título é a Argentina, muito pelo Messi”, avalia.

As malas ainda não estão prontas e há muito que resolver antes de embarcar rumo a Rússia, mas para Djeimes, a Copa do Mundo 2018 começou quando o apito final soou lá no Maracanã em 2014.

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