O baixo número de homicídios registrados em Jaraguá do Sul em 2015 anda repercute no Brasil e vem sendo tema de estudo. Os motivos elencados pelo programa "Fantástico" para que a cidade tenha o título de "mais pacífica" são aqueles que já mostramos aqui. No entanto, existem pontos que requerem soluções ou maior fiscalização sobre as decisões já tomadas. Entre as questões que ainda precisam de atenção pela sociedade, estão:

1 - Violência no trânsito

Se os homicídios não ocorrem com frequência em Jaraguá do Sul, o trânsito violento ainda é uma realidade no município e na região. Embora no ano passado a taxa de acidentes e mortes tenha caído em relação a 2016, este é um setor que demanda mais consciência por parte da população (condutores de quaisquer veículo e pedestres). O número de multas aplicadas também é indício de que as imprudências e imperícias continuam acontecendo. Em contrapartida, a fiscalização também aumentou. Os 1.947 acidentes com vítimas registrados em 2017 resultaram na internação de 289 pessoas e na morte de 24. Estudo apontou as ruas campeãs de acidentes em Jaraguá do Sul.

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2 - Abuso infantil

O abuso infantil, seja psicológico, físico ou sexual, é uma triste realidade no município. Em 2017, os números oficiais revelam a ocorrência de 101 casos relacionados ao crime de estupro, onde menores de 14 anos são as principais vítimas. O índice mostra a ocorrência de um caso de estupro a cada 3,6 dias. Em 2016, foram 112 registros desse tipo na cidade. Muitas vezes, os abusos acontecem no próprio seio familiar e as vítimas, intimidadas, acabam não revelando a situação. Porém, as crianças dão muitos sinais de que algo está errado por meio de comportamento agressivo, tristeza, apatia, ansiedade, entre outros.

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3 - Violência contra a mulher

Ocorrências policiais relatando abusos contra a mulher são recorrentes em Jaraguá do Sul. De acordo com a Delegacia de Proteção à Mulher, Criança e Idoso (DPCAMI), foram registrados 1.848 boletins de ocorrência no ano de 2017. Desses, 623 relataram ameaça contra a mulher. O número representa 33% dos registros feitos na delegacia especializada no ano passado. As ameaças são um primeiro estágio antes das agressões, que somaram 231 registros de boletins de ocorrência em 2017. Para evitar que a situação se agrave, a DPCAMI recomenda que as mulheres denunciem, também, a violência psicológica.

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4 - Mais acessibilidade

A Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação. Regulamentada em 2004, a legislação prevê uma série de alterações na configuração dos espaços públicos e privados.

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5 - Limpeza dos rios

Ações da Defesa Civil e de grupos parceiros acontecem periodicamente para limpar e desobstruir os rios Jaraguá e Itapocu. Além de galhos e troncos, normalmente arrastados por enxurradas, é comum encontrar até mesmo mobiliário dentro desses rios. Sofás, cadeiras, pneus e resíduos de todo o tipo são descartados como se a população - incluindo quem joga o lixo - não fosse mais precisar dessas águas. Os especialistas já foram taxativos em relação a essa prática: "a cidade se estabeleceu às margens desses rios, mas está de costas para eles".

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Ainda sobre os rios, lembramos a reportagem especial sobre o estresse hídrico e a necessidade de preservação, que deu o 1º lugar regional do Prêmio Fatma de Jornalismo Ambiental à repórter do OCP Dyovana Koiwaski. Segundo dados do Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Itapocu, elaborado pela Associação dos Municípios do Vale do Itapocu (Amvali), em cerca de dez anos a bacia entrará em uma situação de estresse hídrico, com uma demanda maior que a disponibilidade.

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