No dia em que se completavam seis meses do desastre em Brumadino, a companhia de dança Cia Jovem de Paraopeba, vinda da cidade de mesmo nome subiu ao palco do Festival de Dança de Joinville e recontou o desastre em forma de dança para os espectadores, que somavam mais de 10 mil.

Com a coreografia “Efeito Cascata”, o grupo representou o sofrimento dos moradores atingidos pelo rompimento na barragem no mês de janeiro e por fim, levaram o 1º lugar na categoria grupo sênior da Dança Contemporânea na noite dessa quinta-feira (26).

Todos os movimentos foram inspirados na avalanche de lama, que também estava representada nos figurinos.

A apresentação iniciou com 22 bailarinos e ao final, eram 45 pessoas representavam a cidade de Paraopeba, cujo rio de mesmo nome foi comprometido pelos rejeitos da mineração. Moradores atingidos foram convidados para participar da coreografia.

Eles dançaram ao som de uma versão do Hino Nacional feita especialmente por Chico Lobo e Sérgio Pererê, com produção de Ricardo Gomes.

Terceiro prêmio consecutivo

Esta é a terceira vez consecutiva em que o grupo sobe ao palco do maior festival de dança do mundo (título conquistado em 2005), e recebe premiação nesta categoria, um feito inédito na competição.

Além disso, também já receberam prêmio em outra categoria quando apresentaram em outra ocasião com uma coreografia que retratava a guerra na Síria.

Na noite de ontem (sábado, 27), a companhia subiu ao palco mais uma vez para a noite dos campeões.

Confira a apresentação

A Cia Jovem de Paraopeba, surgiu em 2005, com a intenção de oferecer aulas gratuitas de dança para jovens entre 13 e 18 anos de escolas públicas. O tempo passou e os bailarinos foram se profissionalizando e ganhando reconhecimento no mercado.

Fonte: Jornal Estado de Minas

 

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