Por trás de todo grande evento há sempre uma mente criativa, a "cabeça pensante" que faz o que estiver a seu alcance para que tudo ocorra bem. Com o Festival de Cinema de Jaraguá do Sul (Fescine), não é diferente.

O produtor cultural Isaac Huna, argentino que mora no Brasil desde 1987 e que completa 60 anos no próximo dia 11 de julho, é o idealizador do evento que segue a missão de tornar Jaraguá do Sul um polo de produção audiovisual.

Depois de sair da Argentina, ele viveu durante muitos anos em São Paulo, onde teve experiencias com as áreas de comunicação, marketing e publicidade. "Meu trabalho mais conhecido nacionalmente foi a criação da Turma da Xuxinha, para a Xuxa, em 1996", lembra Isaac.

Foi após desenvolver este projeto que seu interesse pelo audiovisual surgiu e, de lá para cá, tornou-se uma grande paixão.

Entre 2010 e 2012, Huna conheceu uma autora jaraguaense que estava fazendo o lançamento de seu livro em uma feira em São Paulo e este foi seu primeiro contato com a cidade. "Fui conhecendo outras pessoas e acabei tendo um relacionamento cultural com a cidade", comenta.

Foto: Dielin da Silva / OCP News

A primeira vez em que ele visitou o município, foi durante o lançamento de um dos livros do escritor jaraguaense Carlos Henrique Schroeder. Isaac diz ter ficado maravilhado com a cidade.

O idealizador do Fescine lembra ainda que sua primeira exposição nacional de desenhos foi aqui, mas especificamente, no Museu Histórico Emílio da Silva.

Em 2016, Huna passou a viver "lá e aqui", fazendo "uma ponte cultural" entre Jaraguá do Sul e São Paulo, como ele mesmo explica. Naquele mesmo ano, porém, o produtor optou por fazer de Santa Catarina seu novo estado de residência.

"Naquela época, eu queria desenvolver um curta-metragem aqui na cidade, mas encontrei dificuldades para encontrar profissionais do audiovisual e também atores daqui, então eu teria que trazer de São Paulo, só que esse trabalho parou por aí", relata.

A criação do Festival de Cinema

As experiências profissionais e a vontade de criar um movimento de cinema fora do eixo Rio-São Paulo foram o ponto de partida para a criação do Festival de Cinema de Jaraguá do Sul.

"Quando vim para cá, me disseram que eu teria que me adaptar porque a cultura aqui era muito diferente da cidade grande, mas pensei 'se eu fizer isso, vou virar mais um' e eu estava vindo para acrescentar e não para ser apenas mais um", declara.

Nestes quatro anos vivendo em Jaraguá do Sul, Isaac realizou diversas atividades ligadas a cultura, como trabalhos voluntários e oficinas para crianças, principalmente por ter trabalhado como desenhista e produtor.

Foto: Dielin da Silva / OCP News

Hoje, sua missão se encontra muito alinhada com o objetivo principal do festival de Cinema, que é transformar Jaraguá do Sul em um importante polo de produções audiovisuais e isso inclui tanto as pessoas que estão por trás das câmeras, quanto os atores em cena.

Um dos exemplos que o idealizador cita é a história da antiga fábrica de pólvora, que poderia ser perfeitamente transformada em uma ficção baseada em fatos reais.

Segundo Huna, o audiovisual conseguiria levar a história e os atrativos de Jaraguá do Sul para o mundo todo.

O Festival de Cinema teve sua primeira edição realizada em 2018 e contou com a inscrição de 230 trabalhos de diversas partes do país, da América Latina e da Europa, 86 deles foram selecionados e participaram das apresentações ao público.

Neste ano, por conta da pandemia do novo coronavírus, o Fescine acontecerá totalmente online entre os dias 25 e 27 de junho. A edição recebeu um número recorde de inscrições, foram 377, quase 100 a mais que no ano passado, quando houve 280 inscritos.

 

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