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Queda do dólar reacende debate sobre diversificação internacional de investimentos

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por: Pedro Leal

30/04/2026 - 14:04 - Atualizada em: 30/04/2026 - 14:44

A recente desvalorização do dólar frente ao real tem levado investidores a reavaliar a exposição a ativos internacionais. Em momentos de oscilação cambial, dúvidas sobre a necessidade de dolarizar a carteira voltam ao centro das decisões financeiras.

Para a Warren, empresa especializada em investimentos e planejamento financeiro, a variação da moeda não deve ser o principal fator na definição da estratégia.

Segundo Kethlyn Breis, CEA e especialista em investimentos da Warren, investir no exterior está mais relacionado à diversificação do que ao comportamento do câmbio. “A dolarização da carteira não é uma decisão de curto prazo. Ela tem como objetivo reduzir riscos e ampliar o acesso a oportunidades fora do Brasil”, explica.

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De acordo com a especialista, o movimento recente do dólar pode gerar interpretações equivocadas. “Quando a moeda cai, muitos investidores acreditam que perderam o momento. Mas, na prática, o câmbio é apenas uma variável dentro de uma estratégia maior”, afirma.

A exposição internacional permite acesso a mercados mais desenvolvidos, setores pouco representados no Brasil e empresas globais. Além disso, contribui para reduzir a dependência de fatores locais, como cenário político e econômico.

Kethlyn também destaca que tentar prever movimentos do dólar pode levar a decisões pouco consistentes. “Oscilações cambiais são naturais e difíceis de antecipar. O mais importante é manter uma estratégia alinhada aos objetivos e ao perfil do investidor”, diz.

Na avaliação da Warren, momentos de queda da moeda americana podem, inclusive, representar oportunidades para quem deseja iniciar ou ampliar investimentos no exterior. “Mais do que buscar o melhor momento, o investidor deve focar na construção de uma carteira equilibrada e diversificada ao longo do tempo”, conclui.

 

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).