Foto Divulgação
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Após o fim do imposto sindical obrigatório, aumenta no país o debate em torno do imposto que as empresas pagam ao Sistema S. Em dezembro, o atual ministro da economia, Paulo Guedes, disse que "tem que meter a faca no Sistema S", ou seja, fazer cortes.

 

 

Na época, o ministro destacou que todos precisavam contribuir e que seria necessário "cortar pouco para não doer muito". Essa seria uma alternativa para baratear os custos das empresas com a folha de pagamento.

O sistema, que se dedica, entre outras coisas, ao ensino profissionalizante no país é formado da seguinte maneira:

  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai);
  • Serviço Social do Comércio (Sesc);
  • Serviço Social da Indústria (Sesi);
  • Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac);
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar);
  • Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop);
  • Serviço Social de Transporte (Sest).

Em fevereiro, a situação do sistema se agravou com a prisão do presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, na operação Fantoche.

Andrade é acusado de fraudar licitações de projetos ligados ao Sistema S para desviar recursos para uma rede de empresas laranja.

Em Santa Catarina, o sistema S está ligado diretamente à Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, atuando em parceria com a mesma.

Até o fechamento da edição, a presidência estadual da entidade não havia se manifestado quanto ao impacto dos possíveis cortes nos recursos do sistema.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL) de Jaraguá do Sul, Gabreil Seifert, disse que as entidades patronais têm se reinventado com a queda de contribuição sindical obrigatória. A busca por conscientizar o empresariado é o principal objetivo.

"Para nós, o sindicato é de grande importância para as negociações, e iremos trabalhar para que as empresas associadas á CDL deem devida importância a isso", destaca Seifert.

 

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