Foto Arquivo OCP News
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O fim do imposto sindical compulsório, aprovado com a reforma trabalhista, há um ano e três meses, teve e continua tendo reflexos diretos nas entidades de classe.

Os sindicatos do Vale do Itapocu estão se desdobrando para se manter de pé. Um caminho que se tornou necessário para a manutenção dos trabalhos foi a demissão de funcionários e o corte de outras despesas.

 

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Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Jaraguá do Sul e Região (STIV), Gildo Antonio Alves, a entidade já desligou 16 funcionários e agora conta com apenas quatro pessoas auxiliando os quatro diretores. "Se não tivéssemos demitido, já teríamos fechado as portas", destaca.

A sede está atualmente com 4,6 mil sócios, que contribuem com R$ 22 por mês. Segundo Gildo Alves, o montante não cobre as despesas e se a situação não melhorar, o fim do sindicato fica inevitável. "A nossa esperança é chegar a algum acordo na convenção com as empresas", adianta.

O Sindicato dos Empregados do Comércio já contava com apenas quatro funcionários e três diretores, mas precisou desligar duas pessoas.

O diálogo mais próximo com os trabalhadores se tornou inevitável. "Estamos buscando filiados através da comunicação, conscientizando as pessoas de que é preciso manter os sindicatos", defende a presidente Ana Maria Roeder.

 

 

O Sindicato dos Metalúrgicos de Jaraguá do Sul (Sindmet) ainda não precisou fazer nenhuma demissão, continua com 12 funcionários e cinco diretores, mas também está buscando dialogar com os trabalhadores para aumentar o quadro de sócios, que atualmente conta com 4,2 mil pessoas.

"Os trabalhadores ainda não se deram conta do prejuízo da reforma trabalhista. Parece que estamos falando em outra língua", diz o presidente da sede, Silvino Volz.

 

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