A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos está na lista das 17 estatais que serão privatizadas ainda este ano, segundo o Ministério da Economia, que deve oficializar a decisão em anúncio a ser feito nesta quarta-feira (21). A privatização de estatais precisa de aval do Congresso.

Em estudo, o Ministério da Economia afirma que os Correios são uma "vaca indo para o brejo", envolvendo risco fiscal de R$ 21 bilhões".

Entre as justificativas para privatizar os Correios, a pasta aponta corrupção, interferências políticas na gestão da empresa, ineficiência, greves constantes e perda de mercado para empresas privadas na entrega de mercadorias vendidas pela internet, o e-commerce.

 

 

Como exemplos de ineficiência, o estudo aponta o "elevado índice de extravio", e morosidade no ressarcimento dos produtos extraviados. O Ministério da Economia aponta também o déficit de R$ 11 bilhões no fundo de pensão dos funcionários, o Postalis, e de R$ 3,9 bilhões no Postal Saúde, plano que atende aos funcionários.

Em junho deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o governo federal não pode vender estatais sem aval do Congresso e sem licitação quando a transação implicar perda de controle acionário.

Segundo o presidente Jair Bolsonaro, o processo vai ser em partes, com as empresas primeiro entrando no no Programa de Parceria de Investimentos (PPI), para depois começar o processo de privatização.

O governo pretende encerrar a privatização dos Correios ainda este ano.

 

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