O Dia das Mães está se aproximando, faltam apenas cinco dias para a data, e com ele surge um dos principais impulsos para a economia no comércio. Na visão dos lojistas, os primeiros dias de maio não foram nada animadores, mas a esperança positiva ainda continua.

Em um cenário difícil para os consumidores, pesquisar um presente ideal e barato virou uma tarefa árdua para os jaraguaenses, porém, algumas pessoas encontraram uma solução e não tiveram muita dor de cabeça.

A assistente de tenologia da informação, Jéssica de Souza, 17 anos, está desde 2018 pensando em um presente para sua mãe. Há alguns dias ela saiu pelo centro jaraguaense analisando loja por loja e encontrando o preço mais em conta para o produto.

"Não foi difícil encontrar porque eu me planejei para comprar esse presente. Mas se esperasse como fiz nos outros anos, a situação seria diferente", conta.

O auxiliar de tecelão, Johnatan Coelho, 18 anos, nunca se preocupou em dar presentes para sua mãe e demonstrava seu amor por cartinhas que dava a ela. Porém, nesse ano, resolveu comprar algo.

"Achei umas promoções bacanas na internet, mas tem que tomar cuidado porque em muitos casos é enganação", destaca.

 

 

Depois da pesquisa online, Johnatan resolveu ir as ruas e ver o que compensa mais financeiramente. Ele acredita que se surpreendeu, tanto pelo lado positivo, quanto negativo.

"Em alguns lugares está bem caro, mas tem outros com promoções bem legais", diz.

Johnatan foi com namorada Scheila comprar seu primeiro presente de Dia das Mães | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Leonir Hafemann, 51 anos, foi ao lado da filha, Samantha, 23 anos, comprar um presente para a sua esposa. Mas a crise bateu na porta deles e os dois estão desempregados, então o presente não poderia ser muito caro. E outro motivo também não deixa eles se animarem muito com a compra.

"Minha mãe é chata com essas coisas, nós precisamos perguntar o que ela queria e comprar o presente", brinca.

Encontrando alternativas para atrair consumidores

O início de 2019 não está sendo muito animador para Géssica Luana Lopes, que gerencia uma loja de roupas. Em sua visão, os primeiros meses do ano tiveram uma queda de 10% comparado ao mesmo período do ano passado, mas sua esperança continua alta.

A loja está com uma promoção especial para o mês de maio, onde na compra de R$ 100 o consumidor concorre a um kit para o Dia das Mães. "O kit vem com prancha, secador de cabelo, estojo de maquiagem completo e uma blusa", destaca.

Gerente de uma loja de roupas, Géssica tem esperança de um mês bom para o comércio | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Apesar do primeiro sábado de maio não ter bom movimento, Géssica acredita que após o pagamento entrar na conta dos jaraguaenses, as vendas vão aumentar.

"Espero que seja melhor do que 2018, a esperança é a última que morre", brinca a gerente.

O desânimo do gerente Evandro Luis Roesel já demonstra que as vendas em sua loja de eletrônicos e equipamentos musicais não vão bem. Vindo de um dos piores anos nas vendas, janeiro foi acima da média e o animou, mas depois a queda continuou.

"Eu tinha esperança de esse ano iria ser melhor, mas até o momento os coisas estão tão ruins quanto em 2018", avalia.

Evandro conta que as promoções estão acontecendo no ano inteiro, desde a linha de televisores à violões, com até 15% de descontos.

Evandro conta que 2019 está sendo difícil para o comércio | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Comércio catarinense está otimista com as vendas

Apesar da primeira impressão não ser positiva para os comerciantes catarinenses, a pesquisa feita pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL/SC), apontou que 63,3% dos consultados estão com maior potencial de consumo em relação ao ano passado.

A expectativa do FCDL/SC é que as vendas tenha um crescimento de até 5%, ou seja, abaixo do que a entidade previa no começo do ano, que era de 15%.

Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Logistas (CDL) de Jaraguá do Sul, Gabriel Seifert, a tendência é de boas vendas no município.

"Depois de um processo de recuo, a retomada tende a ser lenta, mas com o aumento do otimismo do consumidor, as vendas tendem a aumentar", estima.

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