Com o sistema de saúde em colapso, as medidas restritivas impostas conjuntamente pelas 22 prefeituras da Grande Florianópolis são necessárias para frear a contaminação em massa e aliviar os leitos de UTIs pelo Estado de Santa Catarina, no entendimento da CDL de Florianópolis. No entanto, para a entidade, é necessário que ações mais enérgicas sejam tomadas pelo poder público, como vacinação e testagem em massa.

Em nota, a CDL destacada que “Mais do que nunca, é essencial que toda a população faça sua parte e seja rigorosa em respeitar os protocolos sanitários e de segurança para proteger o nosso bem maior: que é a vida”.

Na prática, o decreto municipal estabelece proibições semelhantes as do final de semana em todo o Estado, porém, atividades não essenciais serão suspensas no horário das 18h às 6h, a partir desta terça-feira (16) até o dia 23.

Para a CDL, “é bem certo que este tipo de ‘restrições’ têm efeitos positivos, visto que nos últimos três finais de semana em que Santa Catarina promoveu o lockdown e o resultado foi a queda na transmissão do vírus. Passamos de 1.09 para 1.02 na média de reprodução efetivo”, conforme dados extraídos do portal Covidômetro.

De acordo com o presidente da CDL de Florianópolis, Marcos Brinhosa, “fechar os estabelecimentos comerciais mesmo não sendo o foco transmissor da doença e que cumprem com os protocolos sanitários à risca não é o melhor dos cenários, mas é uma ação necessária para ajudar a conter o avanço da doença”.

“Entendemos a necessidade das restrições, mas nenhuma ação será efetiva se não ocorrer vacinação e testagem em massa e, principalmente, fiscalização nas aglomerações como temos visto todos os dias”, explica Brinhosa.

Ainda segundo Brinhosa, é necessário que a frota do transporte público seja intensificada durante a vigência do decreto, evitando assim aglomeração no horário de pico.