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Resgate de fauna registra 603 ocorrências em 2025

Divulgação/PMJS

Por: Pedro Leal

19/01/2026 - 14:01 - Atualizada em: 19/01/2026 - 14:17

A Fundação Jaraguaense de Meio Ambiente (Fujama) fechou nesta segunda-feira (19) o balanço anual de ocorrências atendidas pelo Programa Resgate de Fauna. Em 2025, foram recolhidos das áreas residenciais do Município 603 animais silvestres entre pássaros, répteis, mamíferos, entre outros, que compõem o bioma da Mata Atlântica. Este número é 2,55% maior ao registrado em 2024.

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Segundo o biólogo da Fujama, Christian Raboch Lempek, Então, os números de 2024 e 2025 são são bem parecidos. “A gente teve, principalmente no final do ano, que é a época de reprodução das aves, a gente teve inúmeros resgates de filhotes delas. Outro fator que muitas vezes o pessoal até trazia até nós, filhotes de gambás também aparecem bastante. Pode-se dizer que de uma forma geral, gambás, lagartos, serpentes e aves em geral, lideram esta estatística”, observou,

Para o biólogo da Fujama, Christian Raboch Lempek, existem fatores que podem ter causado para redução dos resgates. “Esses números variam conforme principalmente a variação climática. Se chove bastante, se dá muito frio, a gente não tem tantos resgates, mas se há sol, principalmente na época de primavera e verão, aparecem muitos resgates. Podemos dizer esses números estão equilibrados, digamos assim”, comentou o biólogo da Fujama.

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“Outro fator também é o trabalho de educação ambiental que fazemos há anos na rede social. Isso faz com que as pessoas conheçam mais os animais e saibam que a maioria deles é inofensivo. Isso faz com que elas mesmas retirem os animais do domicílio até mesmo espantando-os até a natureza”, completou.

Cuidados – Christian Raboch afirmou que pelo fato 40% do território de Jaraguá do Sul ser composto por Mata Atlântica é normal que espécies nativas acabem perto ou dentro de áreas residenciais. “Lembrando que a pessoa tem que solicitar o resgate somente se o animal estiver em perigo iminente pra ele ou pra pessoa. Se tiver um gambá em cima de uma árvore ou se tiver um lagarto e um terreno baldio ou algo assim não precisa solicitar resgate. Eles estão no ambiente deles.

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Agora se o animal está encurralado, não consegue sair, ou está ferido aí sim, a pessoa deve solicitar o resgate (ver serviço abaixo). Na dúvida, não saia pegando o bicho, principalmente serpentes. Manda uma mensagem para nós da Fujama com uma foto do animal. Assim a gente certificar, por exemplo se é uma dormideira, espécie inofensiva, ou uma jararaca, cobra peçonhenta, para a gente passar certinho as recomendações até a chegada da equipe no local da ocorrência”, orienta Christian Raboch.

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Entre os espécimes resgatados no Município os mais comuns são gambás e serpentes. “Os gambás praticamente a gente resgata o ano todo já répteis como lagartos e cobras geralmente na época da primavera e do verão”, observou o biólogo.

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No entanto, este trabalho também registrou em 2025, o resgate de espécies raras como uma coruja Caburé-acanelado (Aegolius harrisii) – já devolvida à natureza – e um filhote de gato-do-mato melânico, encaminhado a um centro de reabilitação.

SERVIÇO

De segunda a sexta-feira o resgate de animais silvestres pode ser solicitado à Fujama no horário das 7 às 17 horas pelo telefone (47) 3409-0290. Já no período da noite, finais de semana e feriados este serviço pode ser solicitado por meio de telefone de emergência 193 dos Bombeiros Voluntários.

 

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).