Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Obra com 71 estrelas homenageia vítimas da tragédia da Chapecoense

Foto: Divulgação

Por: Elisângela Pezzutti

29/09/2026 - 16:09 - Atualizada em: 29/09/2026 - 16:20

Uma obra de arte concebida como símbolo de memória e homenagem às vítimas do acidente aéreo da Chapecoense foi entregue ao Município de Chapecó em cerimônia realizada nesta terça-feira (29), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó. O ato contou com a participação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), do Município de Chapecó e de representantes da Associação Chapecoense de Futebol, além de autoridades, jornalistas e membros da comunidade. O MPSC foi representado pelo Promotor de Justiça Diego Roberto Barbiero, titular da 10ª Promotoria de Justiça de Chapecó.

A criação presta homenagem às pessoas que perderam a vida no acidente, entre integrantes da delegação da Chapecoense, jornalistas, empresários e outras pessoas ligadas a Chapecó e à região. Produzida em bronze pelo escultor Claussen, a obra reproduz o brasão do clube cercado por 71 estrelas, simbolizando as 71 vítimas da tragédia ocorrida na região de Medellín, na Colômbia, em 2016.

O painel ficará exposto para visitação pública no Museu da Chapecoense. Mais do que uma representação artística, a obra mantém viva a memória de um período marcado pela solidariedade e pela união entre povos e nações, especialmente entre Chapecó e Medellín. Por meio da arte, contribui para preservar a lembrança de um acontecimento que marcou profundamente a história do município, do país e do futebol mundial.

Clique e assine o Jornal O Correio do Povo!

Foto: Divulgação

O acordo do MPSC

A obra entregue pelo artista Roberto da Silva Claussen resulta de um acordo de não persecução penal (ANPP) firmado com 10ª Promotoria de Justiça de Chapecó e homologado pela Justiça. O caso teve origem na contratação do artista, em 2017, para produzir o monumento com as estátuas de Ernesto Bertaso, Plínio Arlindo De Nes e Aury Luiz Bodanese, instalado no final da Avenida Getúlio Vargas durante as comemorações do centenário de Chapecó.

Roberto havia vindo à cidade após o acidente aéreo de 2016 com a intenção de criar uma homenagem às vítimas. O então gestor municipal propôs que o artista produzisse, em vez disso, o monumento dedicado às três personalidades. Segundo a denúncia oferecida pelo Ministério Público, a escolha do artista e as tratativas para a produção das estátuas ocorreram antes da abertura do procedimento de inexigibilidade de licitação que formalizou a contratação. A ação penal também examinou a assinatura do contrato por Roberto em nome da empresa contratada, pois a procuração que lhe concedia poderes de representação foi emitida cinco dias depois.

Ao longo do processo, foram resolvidas as imputações relativas às irregularidades do processo licitatório e aos servidores e agentes públicos envolvidos. Quanto à questão da assinatura do contrato, o acordo com Roberto permitiu uma solução consensual com resultado concreto para Chapecó: o artista assumiu o compromisso de criar e entregar ao Município uma nova obra, assinada e certificada, em homenagem a todas as vítimas do acidente aéreo.

“O acordo viabilizou o encerramento de uma ação penal com o melhor resultado possível à sociedade: se algum erro houve, esse erro foi reparado a partir da disponibilidade do próprio artista, que entregou à população chapecoense uma belíssima obra que nos ajudará a jamais esquecer daqueles que tanto fizeram, mas prematuramente partiram, eternizando seus nomes na história da nossa cidade”, destacou o Promotor de Justiça, Diego Roberto Barbiero.

Clique aqui e receba as notícias no WhatsApp

Whatsapp

Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.