Escotismo: Educação além da escola que ensina regras de vida

Por: OCP News Jaraguá do Sul

23/04/2016 - 04:04 - Atualizada em: 25/04/2016 - 09:01

O escotismo, um movimento idealizado pelo lorde inglês Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, em 1907, começou com um pequeno acampamento reunindo 20 jovens para ensinar a eles conceitos de primeiros socorros, observação, segurança e orientação. Pelo bom resultado obtido, as ideias do inglês foram muito bem recebidas e, rapidamente, o movimento se espalhou por vários países do mundo. “Be Prepared” (esteja preparado), lema do escotismo, no Brasil foi adaptado para “Sempre Alerta”. Ou seja, um escoteiro deve estar preparado para agir. Hoje, por escolha do próprio Baden-Powell, é o dia do Escoteiro. Isso porque, dia 23 de abril é dia de São Jorge, patrono do grupo.

O escotismo foi introduzido no Brasil em 14 de junho de 1910, no Rio de Janeiro, por marinheiros e oficiais da Marinha brasileira que estavam na Inglaterra quando o movimento criado por Banden-Powel começou. Eles trouxeram consigo uniformes de escoteiros e o interesse de semear a ideia no país. A partir de 1914, surgiram em outras cidades vários núcleos, dos quais o mais importante foi a ABE (Associação Brasileira de Escoteiros), em São Paulo, fundada em 29 de novembro.

Hoje o país tem 83 mil escoteiros em atividade reunidos em 1.585 cidades. É de utilidade pública nacional pelo Decreto do Poder Legislativo nº 3297, sancionado pelo Presidente Wenceslau Braz, em 11 de junho de 1917. Mas o Movimento Escoteiro no Brasil, porém, só veio a ganhar amplitude nacional com a fundação, em 1924, e também no Rio de Janeiro, da União dos Escoteiros do Brasil. Em janeiro de 1998 a cidade de Navegantes, ao lado de Itajaí, sediou o 1º Jamboree (acampamento) Nacional.

Escoteiros em Jaraguá do Sul

Sérgio Luiz Franzner está no escotismo há 40, desde os sete anos de idade, quando da fundação do Grupo Escoteiro Jacoritaba, em 1º de março de 1969. Vice-presidente e diretor técnico de atividades, ele tem a idade do grupo jaraguaense, que completou 47 anos de atividades em março passado, e um conceito definido sobre o escotismo: “O escoteiro tem ali uma educação mais formal, além daquela que se recebe da família e da escola, suas crenças e seu meio de convívio. O escotismo é mais uma ferramenta importante”. Todos, crianças, jovens e adultos com um perfil que reflete o interesse pela natureza, pelas atividades em equipe, sejam quais forem, interagindo com a comunidade sempre que isso é possível, acrescenta Franzner.

Hoje são mais de 150 especialidades em que o escoteiro pode ser premiado pela sua criatividade e capacidade em desenvolver aptidões em áreas como serviços, cultura, desportos, ciência e tecnologia, entre outras. “Desmontar, montar um computador e saber como é o funcionamento desta máquina, conhecer as redes sociais, sites, as ferramentas da internet fazem parte do aprendizado do escoteiro”, exemplifica Franzner. Porém, nada é feito ou praticado de forma isolada, lembra o vice-presidente do Jacoritba, nome da língua indígena cuja tradução, não por acaso, significa “aldeia feliz”.

A interação com a comunidade se dá com campanhas de arrecadação de alimentos, agasalhos, calçados, por exemplo. A sustentação do grupo vem de mensalidades, doações esporádicas de pessoas e empresas e a feijoada anual de grande receptividade na comunidade. Também por isso, a sede localizada na Rua Joaquim Francisco de Paula, Bairro Chico de Paulo, já ficou pequena para abrigar os quatro grupos existentes por faixa etária. Lobinhos, de 7 a 10 anos; Escoteiro de 10 a 14 anos; Sênior dos 14 aos 17 e Pioneiro, dos 17 aos 21 anos, totalizando 223 membros, em alguns casos pais e filhos estão juntos para as atividades dos sábados à tarde. “Para criarmos uma nova seção será preciso ampliar os espaço físico mas isso tem o lado positivo. Este é um sinal claro de que o interesse pelo escotismo aumentou”, compara Franzner.

FUNDADORES DO GRUPO JACORITABA

• Roland Harold Dornbusch (ex-prefeito e industrial).

• Lourival Rolenberg (industriário).

• Alibert Evald (industriário).

• Osni Cubas D’Aquino (dentista).

• Rolfo Otto Hermann (industriário).

• Orlando B. da Silva (dentista).

• Heinz Blosfeld (bancário).

• Manoel Póvoas Neto (servidor público).

• Norberto Haffemann (servidor público).

• Pedro Koeake (ferroviário).

• Udo Henning (industriário).

• Waldemiro Lewen (industriário).

• Estanislau Maijiser (mecânico).

• Guilherme Menegotti (industriário).

• Augusto Cardoso (industriário).

• Loreno Antonio Marcatto (ex-prefeito e industrial).

• Aldo Adriani (bancário).

• Alberto Santos (relojoeiro).