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Dengue SC: com os dias quentes e úmidos, Secretaria da Saúde reforça a necessidade das medidas de prevenção contra a doença

Foto: PMJS/Divulgação

Por: Pedro Leal

23/01/2026 - 14:01 - Atualizada em: 23/01/2026 - 14:58

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para a necessidade de se intensificar as medidas de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti. Os dias quentes e úmidos do verão contribuem para uma proliferação maior do mosquito.

O estado vem apresentando um aumento médio de casos prováveis de dengue. Segundo os dados do Informe Epidemiológico, do dia 4 a 19 de janeiro, foram registradas 1.946 notificações de dengue, das quais 1.215 são consideradas casos prováveis. Na comparação com o mesmo período do ano 2025, onde foram registrados 701 casos prováveis, observa-se um aumento de 73% no número de casos prováveis.

Foram identificados 2.007 focos do mosquito em 199 municípios. Entre os 295 municípios catarinenses, 184 são classificados como infestados pelo Aedes aegypti.

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“O cenário que vinhamos alertando desde o final ano passado está se concretizando, por isso, que as ações que iniciamos em 2023 seguem continuamente. Como Governo do Estado estamos fazendo a nossa parte juntamente com os municípios, mas apelo a população que mantenha hábitos de prevenção, como eliminar água parada, manter seus quintais e calhas limpos e permitir a entrada de agentes de endemias nas residências. Nosso foco é salvar vidas”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi.

Nota de Alerta nº 001/2026 – Potencial Aumento do Número de Casos de Dengue e Chikungunya SC

É fundamental a intensificação das ações junto aos municípios para enfrentamento da doença, envolvendo o controle vetorial, a vigilância epidemiológica e a assistência aos casos suspeitos e confirmados.

“O avanço das arboviroses em Santa Catarina resulta de uma combinação de fatores ambientais e comportamentais. As condições climáticas atuais favorecem a reprodução do Aedes aegypti e, ao mesmo tempo, ainda enfrentamos desafios para que a população mantenha práticas preventivas de forma contínua. O enfrentamento é complexo: não basta eliminar criadouros, é preciso manter vigilância permanente e fortalecer o engajamento de todos”, destaca João Augusto Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE).

Entre as ações prioritárias estão a identificação e o monitoramento das áreas de maior risco para transmissão, além da realização de atividades intersetoriais, como mutirões, com foco na eliminação de recipientes e objetos que favoreçam a proliferação do mosquito, ação que deve ser realizada por todos.

A DIVE também reforça a importância da procura de um serviço de saúde diante dos sintomas da doença, como febre, dores pelo corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar, manchas vermelhas pelo corpo, entre outros.

O enfrentamento das arboviroses depende da atuação integrada entre poder público, profissionais de saúde e população, com foco na prevenção, detecção precoce e assistência adequada aos pacientes.

 

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Pedro Leal

Analista de mercado e mestre em jornalismo (universidades de Swansea, País de Gales, e Aarhus, Dinamarca).