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Companheiros fiéis: cães aguardam retorno de tutora internada há um mês e mobilizam ONG em Florianópolis

Foto: Reprodução redes sociais

Por: Elisângela Pezzutti

17/07/2026 - 14:07 - Atualizada em: 17/07/2026 - 14:37

Dois cães continuam chamando a atenção de quem passa pelo cruzamento das avenidas Hercílio Luz e Mauro Ramos, no Centro de Florianópolis. Há cerca de um mês, desde que a tutora — uma mulher em situação de rua — foi hospitalizada em estado grave, os animais permanecem no mesmo local, à espera dela.

A história mobilizou a ONG Moradores de Rua e Seus Cães (MRSC), que divulgou um vídeo nas redes sociais para pedir ajuda. O objetivo é encontrar um lar temporário ou definitivo para os dois cães, conhecidos como “caramelos”.

Na publicação, a entidade explica que os animais continuam retornando diariamente ao ponto onde viviam com a tutora. Como a mulher segue internada e não há previsão de alta, a ONG acredita que ela não voltará ao local e pede o apoio da comunidade para garantir um novo destino aos cães.

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Segundo a voluntária Bárbara Fritzen Monguilhott, os cachorros conviviam com a tutora havia aproximadamente um ano. Desde a internação, eles têm buscado abrigo durante a noite ao lado de outras pessoas em situação de rua, enquanto recebem alimentação oferecida por moradores da região e pelos próprios voluntários do projeto.

A mulher foi hospitalizada após sofrer uma queda. Em razão da gravidade do quadro clínico, não há previsão de alta, conforme informou a ONG. Outros detalhes sobre o acidente não foram divulgados.

O projeto Moradores de Rua e Seus Cães desenvolve ações voltadas ao atendimento de pessoas em situação de rua e de seus animais de estimação. Embora não realize oficialmente o resgate de cães, a iniciativa oferece atendimento veterinário, distribui alimentos e acessórios e promove ações de acolhimento e apoio aos tutores, realizadas na primeira terça-feira de cada mês.

De acordo com Bárbara, voluntários tentam encontrar uma solução para retirar os animais das ruas. No entanto, o principal desafio é reunir recursos para custear os cuidados necessários. “Alguns voluntários estão se mobilizando para fazer o resgate, mas ainda não há quem consiga assumir esse compromisso financeiro. O dinheiro é a grande barreira”, afirmou.

*Com informações do g1

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.