Unidades filantrópicas do Estado terão extensão do pagamento da Política Hospitalar Catarinense

Foto: Arquivo/Divulgação

Por: Áurea Arendartchuk

07/01/2022 - 06:01

Para garantir a qualidade no atendimento, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) anunciou esta semana que além de garantir os recursos para leitos de UTI Covid-19 no Estado, o Governo catarinense vai custear o teto máximo da Política Hospitalar Catarinense (PHC). Isso ocorrerá pelos próximos 90 dias para todas as Unidades Hospitalares Filantrópicas que fazem atendimentos ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida pretende assegurar a manutenção dos serviços de saúde, dando suporte financeiro àquelas unidades que ainda passam por intercorrências no processo de contratualização. O investimento será de aproximadamente R$ 70 milhões, mediante a qualificação e ampliação dos serviços, principalmente de cirurgias eletivas.

A PHC é baseada em critérios estabelecidos por normativas do SUS com destaque para as linhas de cuidado de urgência e emergência, materno infantil, atenção psicossocial e cirurgias eletivas.

Em 2022, está projetado um investimento de aproximadamente R$ 620 milhões. Em comparação, 2020 registrou o valor de R$ 275,6 milhões. Os recursos poderão ser utilizados para custeio, manutenção e investimento previamente aprovados.

O governador Carlos Moisés destaca que estas medidas denotam a preocupação da gestão com as necessidades dos cidadãos: “Saúde pública e de qualidade é a nossa missão. Cumprimos o dever de casa e hoje conseguimos ofertar mais este benefício para a população.”

Impacto

A redução de recursos por parte do Ministério da Saúde para 2022 impactariam na distribuição de recursos aos hospitais, mas o Governo do Estado afirmou que manterá o valor máximo do teto para toda a rede contratualizada.

O secretário de Estado da Saúde André Motta Ribeiro, ressaltou que os valores oferecidos pelo Governo Federal ficaram aquém das necessidades, já que o país ainda atravessa a pandemia e necessita atender outras demandas, como a depuração da fila das cirurgias eletivas.

Segundo Ribeiro, o governador Moisés foi sensível ao apelo da saúde e manteve o teto por 22 meses. “No ano passado, fizemos 85 mil procedimentos cirúrgicos e foi o Estado que mais operou no Brasil. Portanto, vamos aditivar os contratos pelos próximos 90 dias, para que a gente possa, com a nova matriz, dar fôlego ao processo e os diretores possam se organizar para o fechamento das novas contratualizações”, afirmou.

Recursos leitos

O Governo do Estado também vai manter as vagas em UTI reservadas para receber pacientes com Covid-19, independentemente da ocupação dos leitos.

A Secretaria de Estado da Saúde informou ontem que recebeu uma nota do Ministério da Saúde informando que só pagará os leitos de UTI Covid que comprovarem “produção” e desautorizará automaticamente os que não estiverem operando a partir de 1º de fevereiro.

Cada leito custa R$ 1,6 mil ao dia para ser mantido. Diante deste cenário, também o Governo do Estado decidiu arcar com o custeio dos leitos Covid-19, por entender que a pandemia ainda não terminou, inclusive aumentaram os casos recentemente, e é preciso manter e reforçar os cuidados com investimentos e responsabilidade.

No momento, SC conta com 630 leitos contra o coronavírus, sendo 124 utilizados por pacientes com a doença.

 

Alerta

O prefeito de Guaramirim Luís Antônio Chiodini (PP) destacou ontem, em suas redes sociais, o alerta para o aumento de casos positivos do coronavírus neste começo de ano na cidade e também sobre a procura por atendimento médico para quem está com sintomas gripais e respiratórios.

Segundo o prefeito, com isso, também aumenta o tempo de espera nos locais de atendimento especializado. “Nossas equipes estão atuando, estamos convocando mais profissionais para o retorno imediato ao trabalho, mas infelizmente há um tempo maior de espera”, comentou. Chiodini solicitou a compreensão da população neste momento delicado e pediu para evitar aglomerações, fazer o uso da máscara e a higienização das mãos.