Dia 04 de abril celebra-se o Dia Nacional do Parkinsoniano, dedicado aos portadores da Doença de Parkinson, enfermidade que tem como sintomas mais visíveis os tremores e dificuldades de movimentos de seus portadores.

O Mal de Parkinson é uma doença degenerativa, crônica e progressiva do sistema nervoso central, causada pela diminuição na produção de dopamina - hormônio que ajuda na transmissão de mensagens entre as células nervosas que comandam os músculos responsáveis pelos movimentos voluntários do corpo.

Os tremores, geralmente aparecem mais nos membros de um dos lados do corpo. A lentidão de movimentos, rigidez nas articulações de braços e pernas, e o desequilíbrio são outros sintomas.

Não há como prevenir a doença de Parkinson, mas ela tem tratamento e geralmente responde bem às medicações para diminuir os sintomas.

Também existem técnicas cirúrgicas que podem ser indicadas em alguns casos.

A atividade física pode ajudar muito o paciente, pois o exercício físico estimula a produção natural de dopamina - o neurotransmissor em falta no cérebro do Parkinsoniano. Também são importantes o alongamento e o fortalecimento muscular.

A Clínica Mayo, nos Estados Unidos, recomenda a prática de atividades físicas vigorosas mesmo a pacientes com Parkinson em estágio avançado.

A Universidade de São Paulo recomenda a dança, que exige movimentos complexos e com estímulos múltiplos, que trabalham o equilíbrio e atuam na região do cérebro que coordena e automatiza os movimentos.

O neurologista é o médico capacitado para diagnosticar e prescrever o tratamento para a Doença de Parkinson, com o apoio de fisioterapia, fonoaudiologia e apoio psicológico.

A atividade física melhora muito o quadro do paciente, permitindo que ele tenha uma vida independente e com qualidade por muitos anos, desde que feita sob orientação de um neurologista e com a supervisão de um profissional de educação física, associada aos remédios prescritos pelo especialista.

Exercício também é remédio para a mente.