De acordo com nossos registros históricos, o desbravador belga Emílio Carlos Jourdan chegou a Jaraguá em 1876, acompanhado de 60 trabalhadores, dos quais 54 pretos e 6 brancos, todos lavradores. Embora a identidade inicial de nossa cidade tenha sido agrícola, seu DNA sempre foi industrial.

Mesmo enquanto destacado produtor agrícola, o instinto pré-industrial já se manifestava em empreendimentos como engenho de açúcar, de farinha de mandioca e de fubá, olaria e serraria. Lá no início dos anos 1940, Jaraguá já era considerada o quarto município mais industrializado de Santa Catarina.

Época marcada pelas manifestações culturais dos imigrantes, com a proibição de falar em alemão e italiano em público, e o fechamento de escolas e clubes. Entretanto, com implacável visão de futuro, foi se desenvolvendo em bases sólidas.

Pode-se considerar que esse processo de transformação, ao longo de sua história, se dá em três períodos fundamentais de industrialização: primeiro período, de 1890 a 1930, com 80% da população em áreas rurais, pequeno núcleo comercial no entorno da estação ferroviária, e poucas indústrias.

O segundo período, de 1930 a 1960, Jaraguá ainda essencialmente agrícola, mas impulsionada pela expansão da energia elétrica, já contava com mais de 50 estabelecimentos industriais.

No entanto, foi no terceiro período, a partir da década de 1960, que ocorreu a grande transformação de Jaraguá do Sul, mudando seu perfil de município agrícola para industrial. Hoje, a força industrial e tecnológica, conjugada com a vocação empreendedora, fazem de Jaraguá do Sul uma referência estadual, nacional e internacional