Amigas e amigos, que ano, este que se encerra!

É com alívio e a expectativa de dias melhores que chegamos ao final de 2020, um dos piores anos de que se tem notícia.

Foi como se as sete pragas da Bíblia se abatessem sobre o planeta e, principalmente, sobre o já tão sofrido povo de nosso país.

Vendavais, tornados, enchentes, e fogo – muito fogo!

Nunca o país foi tão assolado por incêndios como neste ano, como se as portas do inferno se abrissem espalhando suas chamas pelo país: na Floresta Amazônica, no Pantanal, no Cerrado e na Serra do Mar.

Fogo torrando a vegetação, matando milhões de animais selvagens e mutilando outro tanto, destruindo os biomas da natureza e criando nuvens de fuligem e fumaça que se espalharam pelo país, poluindo e causando problemas de saúde.

Fogo também em hospitais e em subestações de energia como a que deixou o estado do Amapá às escuras por semanas, causando tantos prejuízos e sofrimento.

Escapamos por muito pouco de uma invasão de gafanhotos – essa sim, uma legítima praga bíblica -, mas fomos duramente atingidos pela pandemia que já ceifou tantas vidas, causou muita dor e ainda segue fazendo vítimas, em uma nova espiral crescente de contaminação.

Que 2021 chegue trazendo os ares limpos da esperança e a vacina que finalmente possa parar a guerra contra a Covid-19 com uma vitória a nosso favor.

Que comecemos o Ano Novo com esperança, mas com a consciência de que depende de nós o sucesso de tudo o que empreendermos, inclusive a luta de vida e morte contra o vírus que fez o mundo parar.

Que acreditemos na Ciência e em sua infinita capacidade de se recriar e reinventar o entendimento sobre a Natureza sempre se baseando na lógica e na experimentação metodológica.

Que as pessoas abandonem o negacionismo e confiem nas vacinas – não só as vacinas contra a Covid-19 – todas as vacinas, pois elas já comprovaram a sua eficácia erradicando as pestes que custaram milhões de vidas no passado.

Que Deus abençoe os homens e mulheres de boa vontade em 2021.

Feliz Ano Novo!