Preciso confessar para vocês que nem sempre estou afim de escrever, não pelo fato de não curtir fazer isso, mas é que ás vezes falta inspiração. Geralmente passo a semana toda matutando que assunto irei falar na crônica da semana.

Posso dizer que esse “dom” que possuo não é uma coisa muito antiga, pois na época de escola, odiava ter que fazer algum texto, redação, ou aquelas malditas fichas de leitura, onde tínhamos que escolher um livro, fazer a leitura e esmiuçá-lo através de perguntas previamente roteirizadas pelo Professor. Quem teve aulas de Língua Portuguesa com o Irmão João José Sagin, sabe perfeitamente o que estou falando.

Meu interesse pela escrita, foi despertado quando eu estava cursando a segunda fase da Faculdade, especificamente com a disciplina “Técnicas de Redação”, tão sabiamente ministrada pelo meu grande e eterno Mestre, Professor José Ademir Pereira.

Professor Ademir, como gostava de ser chamado, nos “induzia” de forma livre e despreocupada a escrever textos e poemas durante suas aulas e ao final delas, reservava um tempo para que lêssemos aquilo que tínhamos produzido.

Foi ao final de uma dessas sessões de leitura, que ao terminar de ler a poesia que eu havia escrito, o Professor Ademir falou: “Gostei muito do seu poema. Parabéns, você é um poeta nato!” Acredito que foi essa fala do Professor que fez despertar em mim o gosto pela escrita.

Alguns anos depois (mais precisamente no ano de 1995), fui convidado para escrever uma coluna no Jornal A Gazeta, onde fiquei até o encerramento das atividades do Jornal em 2014. logo em seguida o Max Pires fez um convite para eu escrever no Por Acaso e aqui estou hoje, com uma “Super Coluna” no OCP.

Amo escrever e fui descobrir esses dias através da minha prima Teresinha Ignácio, que meu “Opa” Clemente Schmitz também era um discípulo da arte da escrita. Minha prima falou que meu jeito de escrever se parece muito com o jeito que nosso “Opa” escrevia.

Seu Clemente, gostava de escrever sobre política e tinha um certo sarcasmo, criatividade e uma pitada de humor em sua forma de redigir. Tive o privilégio de receber da minha prima uma cópia de seus manuscritos e tentar decifrar o que eles escrevera, apesar de umas palavras incompreensíveis, erros de Português, mas uma verdadeira obra de arte para quem falava pouquíssimo o Português e tinha somente a Segunda Série do Primário incompleta, isso sem falar no perigo em que era escrever alguma coisa falando em política, no período pós guerra.

Meu pai falou que o “Opa” tinha diversos cadernos escritos, mas que se perderam numa enchente que levou parte da sua casa nos anos 40/50. Disse também que meu “Opa” iria se identificar com muitas ideias que trago hoje e da forma com que eu as perpasso para o papel, ou melhor, para a tela do computador ou celular.

Lembro muito pouco do meu Opa, pois quando ele faleceu, eu tinha uns 5 ou 6 anos, mas fico imensamente feliz em descobrir que esse dom que possuo não vem do acaso, mas sim, percebe-se alguma questão genética nessa história toda.

Obrigado por essa herança que o senhor me deixou, Opa Clemente!

No Pirata

final de semana se aproximando e o Pirata estará com suas portas abertas na sexta-feira, sábado e domingo para receber seus clientes e amigos para tomar aquela cervejinha gelada e se empanturrar com as delícias apresentadas no cardápio da casa entre lanches e porções que com certeza, agradarão em cheio a sua barriga e o seu bolso. Lembrando que o bar abre suas portas às 17h e o encerramento das atividades é às 22h conforme decreto.

Vale ressaltar que a casa está seguindo todas as normas de segurança exigidas para o combate e enfrentamento ao COVID-19, por isso solicita o apoio de todos para isso!

Sendo obrigatório o uso de máscaras ao circular pelo bar, a utilização de álcool gel para higienizar as mãos e o respeito ao distanciamento das mesas e pessoal.

O público está limitado a 30% da capacidade da casa. As mesas poderão ter no máximo 4 pessoas.

Casa Treë

Cosmopolitan é uma delícia do cardápio de drinks da Casa Treë

Uma outra opção com estilo para o final de semana é curtir a night na Casinha mais simpática da Domingos da Nova, bem ao lado da Studio FM, que também atendendo ao decreto, que proíbe apresentações musicais ao vivo, oferece ao seu público as opções e variedades estampadas no seu cardápio repleto de lanches, petiscos e drinks pra deixar qualquer um indeciso na hora da escolha. Lembrando os horários de funcionamento da casa neste final de semana, na sexta-feira (25), das 18 às 22h. no sábado (26), das 16 às 22h e no domingo (27), das 18 às 22h.

Quero aproveitar para ressaltar que a casa atende também pelo delivery, quem quiser provar as delícias da Casa Treë, basta ligar para o número: (47)99700.7159, solicitar o cardápio e fazer seu pedido.

Vamos embora que a litorina não espera.
Até semana que vem!