Meu Deus, há quanto tempo não saio pelo comércio para comprar uma roupitcha nova para ir a uma balada...estava lembrando agora, de anos passados quando chegava por essa época do ano e eu corria para as lojas comprar um traje novo para ir aos tradicionais Bailes de Páscoa, ou nas baladinhas do Sábado de Aleluia.

Sim, naquela época era respeitado a Quaresma por quase todas as casas noturnas aqui da cidade. As baladas ficavam fechadas durante o período quaresmal e reabriam na noite de sábado, que antecedia o domingo de Páscoa.

Lembro que existiam até lendas urbanas aqui na cidade de uma casa noturna que não seguia a tradição e que um fato aterrorizante aconteceu certa vez.

Conta a história, que apareceu um jovem mancebo muito lindo no salão de baile, tirou uma moça para dançar, dançaram algumas músicas e quando a moça olhou para os pés do jovem entre uma música e outra, ele tinha no lugar de pés, cascos de cavalo.

Outra história também macabra, acontecera no mesmo estabelecimento, um grupo de pessoas estava no estacionamento e quando olharam para a cobertura do mesmo, sentado em cima do letreiro da casa estava o “cramulhão”, diabo, sete-peles, timbinga, como você quiser chamar.

Lembro que essas histórias sempre voltavam a tona durante o período da quaresma. Talvez os mais antigos utilizassem delas para que os mais jovens respeitassem esse período do ano tão simbólico e tão repleto de significados para todos os Cristãos.

Com o passar do tempo, essa tradição perdeu forças e adeptos. Pode até ser você que está lendo essa crônica hoje, talvez nunca tenha ouvido falar nessas histórias, mas era assim que as coisas funcionavam por aqui e por incrível que pareça, as pessoas da nossa geração tinham muito respeito por essas questões.

O mais interessante é que nessa época, sequer tínhamos celular, então pensar em internet, Netflix, redes sociais, era coisa de filme de ficção científica. Então ficávamos em casa mesmo durante 40 dias, nós simplesmente respeitávamos, porque era tradição.

O tempo passou, e nessa Quaresma não tivemos casas para poder ver homens com casco de cavalo ou a figura do diabo sentado em cima do letreiro, porque todos os estabelecimentos onde existia a chance disso acontecer estavam fechados, por causa do decreto.

A tradição fora substituída pela necessidade de nos resguardarmos de um vírus maldito, que anda ceifando indiscriminadamente a vida de muitos por aí. Um vírus que até então escolhia como vítima os mais experientes, que eram considerados o grupo de risco e que pela evolução não tem mais faixa etária de risco, melhor dizendo, todos nós nos tornamos reféns dele.

Ah, que saudades do tempo em que nossa preocupação nesse período quaresmal era somente em sair de casa e esbarrar com o “coisa ruim”...

E as roupitchas novas para bailar no Sábado de Aleluia, tomara que possam ficar para o ano que vem! Até lá, espero que possamos estar mais tranquilos, seguros e quem sabe vacinados!

Vai um pastel aí?

Essa eu preciso falar. Dias desses num sábado qualquer com aquela vontade de comer alguma coisa diferente e o consenso foi geral da turma aqui em casa. “Vamos comer pastel!”

Ligamos para a pastelaria Marusan e pedimos um pastel grande para cada um. Quando pensava num pastel grande, pensava grande no tamanho normal, mas o pastel que veio era enorme! Tanto é que consegui comer somente a metade, deixando a outra metade para o dia seguinte. O detalhe é que o pastel não é somente grande no tamanho, mas também no sabor.

Fica a dica para quem quiser comer algo diferente e pra lá de delicioso. Para pedir através do delivery, basta ligar para o número: (47)99742.7131 na unidade da Barra do Rio Cerro e na

Ilha da Figueira, pelo fone (47)99965.8910 Mais detalhes, assim como o cardápio você encontra no Facebook da Marusan.

Fica o toque

Feliz Páscoa!

Que todo esse tempo difícil que estamos vivendo seja uma forma de recordarmos e refletirmos as dores que Jesus Cristo viveu na sua paixão e morte na Cruz. Que possamos acreditar em sua ressurreição e dessa forma estarmos preparados para enfrentar todos os desafios vividos em nossa vida.

Que o Cristo ressuscitado possa ser o alento que precisamos para continuarmos seguindo firmes e fortes em nossa caminhada.
Uma Feliz e abençoada Páscoa para todos vocês leitores e suas famílias.

Vamos embora que a litorina não espera.
Até semana que vem!