Já imaginou ter alívio das dores causadas por uma postura inadequada, fatores ocupacionais, ou emocionais, over training, sedentarismo, lesões musculares ou ósseas, contraturas musculares, pontos gatilho (pontos tensionados e dolorosos ao toque), retrações musculares (que podem originar tendinopatias), síndrome da dor miofascial, entre outros?

Sim, é possível, através de uma ferramenta pouco conhecida, mas com benefícios incalculáveis, estudada há mais de 40 anos. Porém não é tão simples quanto parece.

Na última década as técnicas de liberação miofascial ou liberação de fáscias, tem ganhado na fisioterapia um campo sem precedentes. Existem liberações realizadas com instrumentos, manuais e/ou através do movimento e podem ser utilizadas isoladamente ou como coadjuvantes, associados à hidroterapia, fisioterapia, pilates, etc.

As fáscias são responsáveis por grande parte de nossas limitações físicas e funcionais. Uma fáscia comprometida limita nosso sistema músculo articular, gerando dor e rigidez. Quantas vezes atendemos pacientes com boa força muscular e flexibilidade, porém extremamente “rígidos”.

Mas afinal, o que é fáscia? O termo miofascial significa “mio: músculo; fascial/fáscia: tecido conectivo. A fáscia é uma espécie de membrana formada por tecido conjuntivo, parecendo uma teia de aranha desorganizada, mas são sempre interligadas uma na outra, havendo uma continuidade entre elas.

Recobre cada fibra muscular, em toda a superfície do conjunto muscular, sendo encontrada em diversas extensões, espessuras e densidades, de maneira a formar um verdadeiro esqueleto fibroso apoiado sobre o esqueleto ósseo.

Envolve os órgãos em forma tridimensional, desta maneira permite mantê-los em uma correta posição e funcionamento. A contração de um determinado músculo leva ao tensionamento do conjunto das fáscias.

Seja qual for o tipo de alteração na tensão em qualquer parte da sua extensão, será repercutido no conjunto, afetando de forma global o nosso corpo. Atrapalhando o trabalho da musculatura, gerando dor, dificultando determinados movimentos, com consequente  perda de mobilidade, podendo ainda evoluir para problemas crônicos.

Liberar ou treinar a fáscia favorece a diminuição do consumo energético das células musculares e uma melhor atividade nutricional do corpo. Indiretamente também colabora com a rápida recuperação muscular, ajustando a força necessária para cada gesto motor.

Permite que o atleta aumente o seu rendimento durante o seu treino ou aqueles que desejam resultados melhores em treinamentos físicos, assim como aqueles que sofrem com dores e outros sintomas causados por problemas musculares e estão em busca de alívio.

Permite as pessoas se adaptarem a diferentes jogos de forças presentes no nosso meio. Mas para liberar as fáscias não é somente pegar um rolo e passar sobre os músculos. É necessário ter conhecimento da técnica, mas principalmente entender o complexo sistema fascial e sua vitalidade motora.

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