“♫ Eu vivo sempre no mundo da lua/ Porque sou um cientista/ O meu papo é futurista/ É lunático/ Eu vivo sempre no mundo da lua/ Tenho alma de artista/ Sou um gênio sonhador/ E romântico” (Lindo balão azul, Guilherme Arantes).

Moonshot: você já ouviu essa expressão? Sabe o que significa? Se não sabe ou não ouviu, prepare-se porque provavelmente logo fará parte do seu vocabulário, assim como de diversas outras pessoas.

Pode-se traduzir moonshot como voo à lua. Na sua concepção nos meios da inovação, utiliza-se esse termo para designar projetos de tecnologia que visam resolver grandes problemas com soluções radicais e disruptivas.

Reza a lenda que a expressão moonshot surgiu com o projeto da Apolo XI, o bólido que levou o homem à lua pela primeira vez, em especial em decorrência do pronunciamento do presidente dos EUA à época, John Kennedy, quando disse: “Nós não sabemos ainda exatamente como faremos, mas faremos” (em tradução livre).

Mais de 40 anos depois, em 2010, a Google adotou esse conceito em seu laboratório Google X, de projetos (quase) secretos e em 2016 foi a vez da Alphabet.

As possibilidades

O objetivo final dos moonshots é, com as tecnologias radicais, multiplicar e acelerar grandes mudanças sociais. E essas mudanças podem acontecer em quaisquer segmentos econômicos.

Há muitos vislumbres tecnológicos pela frente e se já há enormes expectativas com a chegada do 5G, imaginem quando o 6G alcançar a realidade, o que está previsto para o final dessa década (projeções apontam para 1 TB por segundo de download, por exemplo).

A IA (inteligência artificial) também está nesta pauta, aprimorada tanto para interpretar emoções humanas quanto para a criação de interfaces para conectar computadores ao cérebro humano, cujos estudos já caminham a passos largos. Ficam as perguntas: serão os robôs, algum dia, sencientes? Ou ficarão os homens (ricos) com suas mentes robotizadas e super potencializadas?

Outras perspectivas

Com os moonshots, inúmeras perspectivas e expectativas se abrem. Homens biônicos, como aquele da série dos anos 70 (O homem de seis bilhões de dólares), surgirão com certa frequência e a custos bem menores (sem contar os valores dos estudos e desenvolvimento, óbvio).

Por outro lado, se saúde e felicidade fazem parte do tripé dos anseios desde os primórdios da humanidade, a terceira base, a imortalidade, pode também estar se aproximando, com tecnologias que tratam de biologia sintética, organismos geneticamente modificados, remédios ultrapersonalizados. E há muito mais neste universo dos moonshots!

No final das contas, viver no mundo da lua pode não significar, em breve, coisa de gente lunática...