Meu amor/ O que você faria se só te restasse esse dia?/ Se o mundo fosse acabar/ Me diz o que você faria” (O último dia, Paulinho Moska).

Os noticiários, especialmente das grandes redes de TV e internet, estão inundando com informações sobre o novo coronavírus. Na maioria das vezes com notícias nada animadoras. É um exercício diário não ficar deprimido com o que se vê e o que se lê.

Aumento de contaminação e de mortes, possibilidade de grande recessão econômica, briga no primeiro escalão do governo federal e desentendimento deste com as demais esferas de governo. Um quase caos, natural de uma pandemia.

Na realidade, estar no governo hoje é um dilema: se tomar as medidas mais drásticas e não houver contaminação em massa, haverá aqueles que dirão que tais medidas eram desnecessárias (“viu, nem foi tão grave assim!”); se não tomar, tentando preservar a economia, e o sistema de saúde entrar em colapso ou muitas pessoas morrerem, haverá quem diga que o governo foi incompetente (“viu, se fosse mais rígido com o distanciamento social, nada disso teria acontecido!”). Nada fácil!

O contato instantâneo.

Nas epidemias e pandemias que antecederam o novo coronavírus não havia a internet da forma que existe hoje. Mesmo no caso do H1N1.

Com a ascensão e popularização dos smartphones e dos aplicativos, tudo o que se faz hoje e agora poderá estar, dois segundos depois, em quase qualquer parte do mundo. Talvez isso tenha aumentado a sensação de medo do Covid-19 ou ajudado a alertar para os perigos do vírus.

Por outro lado, por causa dos mesmos aplicativos, smartphones e internet, e sua instantaneidade, tem-se aprendido muito e rápido com a crise.

Inovação dentro e fora das telas.

Enquanto alguns choram, outros vendem lenços. O ditado não é novo, mas se aplica. Não se sabe exatamente qual será a repercussão econômica decorrente desta pandemia. Mas não será pequena. Com muitas empresas à deriva, milhões de empregos estão em risco. Ou já foram riscados.

Todavia, tem-se visto lições de solidariedade simples como a dos vizinhos que mal se falavam se oferecendo para fazer compras para idosos. Ou músicos cantando nas varandas para plateias em edifícios próximos.

Escolas e empresas tiveram que reinventar sua forma de conexão, com aulas e reuniões via videoconferências. Restaurantes e bares se adaptando rapidamente aos serviços de entrega em casa. A telemedicina com a atenção revigorada. Serviços de entretenimento online com sua demanda aumentada. Academias e profissionais de educação física ampliando seu leque de atividades. Tudo facilitado pela internet e criatividade humana.

Tem-se falado em mais leitura, mais conversas em casa, mais cuidados com a higiene. Definitivamente, o mundo não vai acabar e muitas lições e aprendizados vão ficar.