“♫ De jeito maneira não quero dinheiro/ Quero amor sincero/ Isto é que eu espero/ Grito ao mundo inteiro/ Não quero dinheiro/ Eu só quero amar” (Não quero dinheiro, Tim Maia)

Qual o futuro do dinheiro? Estou falando daquele dinheiro de papel, que circula nas mãos de (quase) todo mundo pelos bares, lojas, bancos...

Tem vida muito longa, ainda, o dinheiro? As cédulas sujas continuarão enchendo as nossas carteiras e nos enchendo de bactérias e vírus?

Particularmente, acredito que não.

As novas formas de negócio alcançaram, também, as formas de negociar e pagar. Hoje é possível fazer compras de todo tipo, na rua, sem ter dinheiro ou cartões (de débito ou crédito) na carteira. Basta um smartphone.

Na China.

Na China, já há algum tempo, muito antes de ouvirmos falar de PIX pelas bandas de cá, as transações do dia a dia pularam diretamente do dinheiro para aplicativos de pagamento e transferência, sem passar pela onda dos cartões de crédito ou de débito.

E passaram de tal forma que um estrangeiro que leva dinheiro em espécie para fazer compras no mercadinho ou nas feiras tem sérias dificuldades de conseguir troco, se for o caso. Lá até mendigos já utilizam QR Code para receber esmolas há anos. Parece bizarro, mas é real.

Fintechs e outras tecnologias.

Com o avanço da tecnologia, os próprios bancos estão tendo que se reinventar. O surgimento das fintechs (startups que atuam no sistema financeiro) fez com que as grandes corporações do sistema financeiro percebessem que manter mais do mesmo seria o início do fim.

Como exemplo, a cartão de crédito do Nubank (uma fintech) foi o primeiro de dois milhões de brasileiros. Uma revolução, sem dúvida. Fez parte esquecida da população sair da margem do sistema financeiro. Além disso, criou uma relação afetiva com seus clientes. Antes do Nubank, eu nunca tinha visto pessoas felizes recebendo seus cartões e publicando nas redes sociais festejando o seu “roxinho”, uma alusão à cor do cartão.

Além disso, aplicativos como o Pic Pay, para ficar apenas num exemplo, acabaram com aquela confusão, principalmente entre jovens e adolescentes, para dividir a conta. Sem custo, agora se consegue passar imediatamente os valores de uma conta para outra, via celular. E sem conta em banco.

Tem muito mais, e muito mais chegando. Não dá para viver só de amor, como cantava Tim Maia, mas já dá para viver sem cédulas e moedas...