Quién lo diría/ Que se podía hacer el amor/ Por telepatia/ La Luna está llena, mi cama, vacía (Telepatia, Kali Uchis)

Da Internet das Coisas (IoT, de Internet of Things, seu termo em inglês) quase todo mundo já ouviu falar. Da Internet de Todas as Coisas (IoE, de Internet of Everything) talvez um pouco menos. E da Internet dos Corpos (Internet of Bodies), você já ouviu falar?

Eh, dê uma olhada pela janela: o futuro está pedindo para entrar. Na realidade, já entrou!

IoT e IoE

A Internet das Coisas (IoT) é um conceito inerente à transformação digital e à revolução tecnológica. É a conexão de bens que usamos no nosso cotidiano à internet, à rede mundial de computadores. A cada dia que passa, mais e mais bens e equipamentos estão conectados. Na indústria e nas nossas casas.

Além dos computadores e celulares, há as assistentes pessoais (como a Alexa e a Siri), televisões, relógios, cafeteiras, geladeiras, carros e uma infinidade de outros bens que conhecíamos fora da internet. O termo Internet das Coisas foi proposto pela primeira vez em 1999 por Kevin Ashton.

A Internet de Todas as Coisas (IoE) é ainda mais abrangente. Com o avanço da tecnologia, em todos os aspectos e para todos os lados, tudo está cada vez mais conectado.

A IoE conecta tudo com tudo. É o smartphone ligado com o carro que está conectado ao prédio que vai dizer onde está a vaga para estacionar. É a geladeira dizendo o que falta para o computador do mercado que estará ligado com o sistema da empresa que entregará os produtos na porta da sua casa. Ou o seu carro avisando a sua casa que você está chegando, que, por sua vez, ajustará a temperatura ambiente que você gosta, e preparará o uísque ou vinho no ponto e momento exatos com a música que lhe agrada.

Internet dos corpos.

Você está pronto?

A coisa vai ficar ainda mais personalizada. Colchões poderão monitorar seu sono para analisar sua frequência cardíaca e sua respiração. Roupas e pílulas transmitirão informações do seu corpo para análises em tempo real e mais acertadas dos médicos (que serão computadores). Isso, inclusive, me lembra a icônica comédia Viagem Insólita, de 1987, no qual o protagonista é injetado por acidente no corpo de um hipocondríaco...

Já há pessoas implantando microchips nos corpos para as mais diversas funções. Abrir portas, liberar senhas, armazenar identificações, pagar contas. Protótipos de ciborgues? Tenho um amigo microchipado!

A definição de Internet dos Corpos ainda não é consenso. Tem-se considerado como tal dispositivos que coletam informações biométricas ou de saúde que transmitem as informações pela internet. O leque ficou abrangente.

E há mais coisa vindo por aí: estudos para conectar computadores ao cérebro humano estão cada vez mais adiantados. Não é inteligência artificial, é superinteligência humana mesmo.

Passaremos a viver num Big Brother, numa Matrix ou numa Bay City? Não sei. Só sei que muita coisa vai mudar. Também não sei se vamos fazer amor por telepatia... Isso sim poderia ser considerada a verdadeira internet dos corpos.