Foto pixabay.com
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♫ “Pois bem, cheguei/ Quero ficar bem à vontade/

Na verdade eu sou assim/ Descobridor dos sete mares/
Navegar eu quero” (O descobridor dos sete mares, Tim Maia).

Como visto no texto passado, a década que começa traz grandes expectativas sobre mudanças radicais no dia a dia das pessoas e das empresas ante o avanço frenético da tecnologia. Inovação e disrupção serão ainda mais as palavras de ordem.

Transformação das gerações.

Também já falei aqui sobre a geração mimimi 140 caracteres.

Cento e quarenta caracteres – referência ao limite de caracteres que anteriormente cabiam em uma mensagem do Twitter – porque muitos jovens (infelizmente não apenas jovens) se habituaram a ler apenas o título e o primeiro parágrafo dos textos da internet. Apertar no botão “continue lendo”, “leia mais” ou similar está ficando raro.

E a consequência disso são os “doutores rasos”, as conclusões equivocadas ou a incompetência de interpretação. Ou tudo junto, o que é pior.

Mimimi, porque muitos jovens estão muito melindrosos. Não podem ser contrariados. Se o são, simplesmente se calam ou passam para agressões pessoais em vez de discutir o tema. Fruto, obviamente, da preguiça de ler mais de 140 caracteres. E, também, da falta de mertiolate, aquele que ardia e que fazia a gente engolir o choro (por ordem da mãe).

O desafio dos pais e educadores é gigantesco. Como conciliar essa avalanche de inovação e informações com a preguiça mental da molecada?

Creio, porém, que esta situação logo mudará. A geração sequente à mimimi 140 caracteres está vindo melhor. Está vindo absorta na tecnologia e percebendo que sua independência faz mais sentido se tiver objetivos e se não depender de seus pais, efetivamente. Status, para eles, não é mais ter tênis de marca ou carteira de habilitação aos 18. Pois bem, estão chegando, bem à vontade, descobrindo e navegando por mares nunca vistos.

Haverá problemas ainda? Sem dúvidas, haverá. Mas estas crianças estão naturalmente aprendendo novas habilidades em tempos de robôs com inteligência artificial. Charles Darwin nunca esteve tão atual no que se refere à raça humana: sobrevivem não os mais fortes ou os mais inteligentes, mas os que melhor se adaptarem...

E eu também desafio.

Já que passaremos, daqui em diante, por muitos desafios, lanço o meu. Volta e meia recebo sugestões de bandas ou músicas para o início dos meus textos, e no fim do ano passado, aceitei uma destas provocações de um amigo.

Para que fique mais democrático, que os leitores me desafiarem ao longo do ano com nomes de bandas ou músicas para tema das colunas, lembrando que trataremos aqui, sempre, de disrupção, educação digital e transformação digital. As sugestões – ou desafios – poderão ser enviados para a caixa de mensagens do OCP no Facebook (clique aqui).

Alea jacta est!