"Pleased to meet you/ Hope
you guessed my name/ But what’s
puzzling you/ Is the nature of my
game” (Sympathy for the devil, The
Rolling Stones).

As fake news se tornaram uma epidemia. Pessoas, famosas ou não, são alvos de notícias falsas por inveja ou como forma de acessar dados da incauta vítima. Essa questão se torna ainda mais  importante quando a tecnologia já permite um passo além das tradicionais fake news: as deep
fake news.

Vídeos e áudios farão muita gente ter a convicção de que aquela imagem ou voz são mesmo das pessoas retratadas ou de uma marca ou produto, mesmo não sendo. A nova fase das notícias falsas assusta - e não é para menos!

O que antes era privilégio dos gigantes estúdios de cinema, com o avanço e barateamento da tecnologia, manipular imagens, vídeos e áudios passou ao alcance de quase qualquer pessoa.

As deep fake news (ou falsas notícias profundas, em tradução livre), ou simplesmente deep fake (falsificação profunda), comprometem imagem e honra patamares acima do que se viu até agora. A diferenciação entre realidade e manipulação digital ficará cada vez mais difícil, especialmente para os leigos.

O frisson das deep fakes ainda são os vídeos pornográficos, especialmente com celebridades. O próximo passo, porém, é das fraudes contra empresas, grandes ou não. Deep fake news
e as empresas 
As fake news podem ser propagadas tanto por consumidores maldosos
quanto por concorrentes.

Há diversos casos de tentativas frustradas e de sucesso relatados nos tribunais e na imprensa. A Coca-Cola chegou a criar, em seu site, uma seção específica para discutir boatos com seus clientes.

Uma ótima iniciativa para quem quer trabalhar com transparência. E para as deep fakes, as empresas
estão preparadas? Como lidar com aquela imagem perfeitamente manipulada digitalmente do produto da sua empresa em situação que causa asco, raiva ou qualquer outro sentimento  depreciativo de seus clientes?

Ou com um dirigente de alto escalão fazendo ou falando algo que não deveria, causando as mesmas sensações? Mais. As deep fakes podem facilmente enganar colaboradores das empresas, causando prejuízos diversos ou deixá-los como reféns morais, obrigando-os a provocar danos contra seus empregadores.

Logo, as empresas devem se preparar para mitigar os riscos, não apenas técnica, jurídica e  comercialmente, mas com todas as suas equipes. Senão, como canta Mick Jagger, será um jogo
de adivinhação de natureza sombria e intrigante...