“Alguns caindo por terra/ Pra
outros poderem crescer/ Caem 1, 2, 3,
caem 4/ A terra girando não se pode
parar/ Outras situações/ Em outras
circunstâncias” (Anacrônico, Pitty).

Golias, pelas escrituras e outros textos históricos, era um soldado filisteu gigante (entre 2,80m e 3m, conforme a fonte). Pelos conhecimentos de hoje, deduz-se que provavelmente sofria de gigantismo, doença rara que produz hormônio do crescimento em excesso.

Por causa de sua doença, Golias tinha, entre outros problemas, dificuldade de visão. Contudo, ainda
o temiam pelo seu tamanho. Davi, por sua vez, era um jovem, sem experiência de guerra, que, pelas
circunstâncias e coragem, atendeu o desafio de Golias e o enfrentou apenas com uma funda (ou estilingue).

Com agilidade e perspicácia, venceu a luta, derrubando o gigante. Mais tarde virou rei de Israel. Se o duelo realmente existiu, não se tem certeza. O fato é que traz importantes lições para o mundo atual.

Startup é, em linhas gerais, um grupo de pessoas desenvolvendo um modelo de negócios inovador, em regra com base tecnológica, repetível e escalável. As incertezas permeiam esse processo inicial.

Dedicação, coragem e criatividade são combustíveis das startups. E muitas vezes estas startups enfrentam gigantes do mercado, fazendo diferente o que os grandes já não enxergam direito.

As startups são muitos Davis lutando contra alguns superpoderosos Golias. A sociedade está passando por um processo de rápidas mudanças da educação aos empreendimentos, interferindo na empregabilidade e nas relações sociais e familiares.

O crescimento exponencial de startups é um dos sinais dessas mudanças. As estatísticas ainda não são favoráveis no quesito longevidade, e os motivos são os mais variados: falta de necessidade do mercado ou de planejamento, briga ou falta de coesão entre sócios, etc.

Contudo, há belos exemplos dando certo, aqui mesmo na nossa região. Outras viram, como a personagem bíblica, reis. São os casos da 99, PagSeguro e Nubank, os primeiros unicórnios (empresas que alcançam US$ 1 bi de valor de mercado) brasileiros.

Os gigantes estão começando a tremer (e cair). A única certeza: precisamos preparar – sem neurose – nossas crianças e jovens para essa nova era digital e de disrupção!