A WEG registrou no segundo trimestre do ano um lucro líquido de R$ 514,4 milhões, uma alta de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior, apesar da crise econômica do país.

Segundo a empresa, o resultado veio como resultado da resiliência nos negócios de ciclo longo e o câmbio vantajoso para exportações - com dólar passando da marca dos R$ 5 - o que atenuaram os efeitos da pandemia de Covid-19 nos resultados da companhia.

No entanto, a empresa frisa que não é possível afirmar que a crise foi superada; ainda há incertezas em relação à recuperação econômica dos países onde atua e possível segunda onda global de contágio pelo coronavírus podem impactar seus negócios nos próximos meses.

"Nossa carteira de equipamentos de ciclo longo, em conjunto com a agilidade nos ajustes operacionais e o impacto positivo da variação cambial, mais do que compensaram até o momento as dificuldades impostas pela pandemia..., que causou impactos negativos importantes em parte dos nossos negócios", afirmou a empresa em comunicado.

A receita operacional líquida registrou uma alta de 23,7%, passando para R$ 4 bilhões, com o retorno sobre o capital investido (ROIC) passando a 21,6%, contra 18,4% um ano antes.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 732,2 milhões de reais, um avanço de 36% frente ao mesmo período de 2019. A margem Ebitda teve aumento de 1,7 ponto percentual, para 18%.

Segundo a empresa jaraguaense a pandemia teve maior impacto na demanda de equipamentos de ciclo curto, nas áreas de Motores Comerciais e Appliance, Tintas e Vernizes e também Motores Industriais, cuja retração de volumes foi similar no mercado brasileiro e no exterior.

O trimestre registrou um aumento gradual na dinâmica de entrada de pedidos para os negócios de ciclo curto. Os piores meses para estes produtos ficaram entre abril e maio.

Confiança em alta

O Índice de Confiança da Indústria brasileira cresceu 12,5 pontos na prévia de julho deste ano, na comparação com o resultado consolidado de junho.

Com isso, o indicador atingiu 90,1 pontos na prévia, em uma escala de zero a 200 - ainda indicando pessimismo, apesar da alta. Pontuações acima dos 100 pontos indicam otimismo.

Proibição de cortes

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a proibição do corte de energia por falta de pagamento de consumidores de baixa renda.

Além disso, residências cujo fornecimento de energia seja fundamental para preservação da vida também continuam com o corte de energia proibido.

A decisão vem com a revisão de uma resolução normativa de março. Na ocasião, todas as residências urbanas e rurais inadimplentes não poderiam ter a luz cortada.

Imposto unificado

A primeira parte da proposta da reforma tributária do governo federal, entregue nesta terça-feira (21) pelo ministro Paulo Guedes ao Congresso Nacional, prevê a unificação de dois impostos federais, o Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e a Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).

Os dois tributos serão extintos para dar lugar à Contribuição Social sobre Operações com Bens e Serviços (CBS), com alíquota única de 12%.

Aumento nos gastos

Para 60% dos brasileiros, os gastos com alimentos, produtos e serviços para si e suas famílias aumentaram desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Este é o resultado da pesquisa Ipsos Essentials: Cost of Living Amid Covid-19, realizada pela Ipsos com 18 mil entrevistados – sendo 1.000 do Brasil – de 26 países.

O impacto da Covid-19 para a população brasileira é muito similar à média global.

Considerando o total de participantes do estudo, 60% relataram aumento nos gastos, 12% perceberam uma diminuição e 29% disseram que os custos são os mesmos de antes da pandemia.

 

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