A safra nacional de grãos deve atingir mais um recorde, o terceiro consecutivo, neste ano, com 260,5 milhões de toneladas, um crescimento de 2,5% em relação a 2020.

As informações estão no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, a estimativa final para a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de 2020 totalizou 254,1 milhões de toneladas.

A soja continua em alta: as estimativas iniciais de 129,7 milhões de toneladas indicam um aumento de produção de 6,8% (8,2 milhões de toneladas) em relação ao que foi colhido no ano passado e de 1,5% em relação ao segundo prognóstico, divulgado em dezembro.

A safra de grãos de 2020 somou 254,1 milhões de toneladas e também foi recorde. De acordo com a última estimativa do ano, ficou 5,2% (12,6 milhões de toneladas) acima da colheita de 2019 (241,5 milhões de toneladas).

O arroz, o milho e a soja somaram 92,7% da estimativa da produção e 87,1% da área colhida.

Em relação a 2019, foi verificada alta de produção de 7,1% para a soja, de 7,7% para o arroz, de 2,7% para o milho (2,3% na primeira safra e 2,8% na segunda) e de 2,8% para o algodão herbáceo.

Entre as regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, com 121,7 milhões de toneladas (47,9%); Sul, com 73 milhões de toneladas (28,8%); Sudeste, com 25,7 milhões de toneladas (10,1%); Nordeste, com 22,6 milhões de toneladas (8,9%) e Norte, com 11 milhões de toneladas (4,3%).

Alta no setor de serviços

O setor de serviços registrou alta de 2,6% em novembro de 2020. Foi o sexto mês consecutivo de crescimento.

O desempenho é um dos resultados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A PMS mostrou também que de junho a novembro houve ganho acumulado de 19,2% ao setor. O avanço, no entanto, não foi suficiente para compensar a perda de 19,6% registrada entre fevereiro e maio.

Com isso, o volume de serviços no Brasil ainda está 14,1% abaixo do recorde histórico, de novembro de 2014 e 3,2% abaixo de fevereiro de 2020.

Turismo responsável

O turismo foi um dos setores mais impactados pelas restrições impostas pela Covid-19, e as adaptações foram cruciais para a continuidade das atividades.

Em Santa Catarina, o programa Viaje+Seguro SC, da Agência de Desenvolvimento do Turismo (Santur), é uma das iniciativas que reforçam aos turistas que viajar é possível, desde que regras e cuidados sejam seguidos.

Desde o lançamento do selo, no final de setembro, mais de 300 empreendimentos já aderiram à certificação, em uma demonstração da união de esforços entre o setor público e privado.

A maior parte dos estabelecimentos certificados está no setor de hospedagem, com destaque para as regiões da Costa Verde & Mar, Encantos do Sul e Grande Florianópolis.

Juntas, essas áreas do litoral de Santa Catarina somam 205 adesões, o que corresponde a cerca de 75% dos certificados.

Retorno à normalidade

A pesquisa Global Advisor 2021 Predictions, realizada pela Ipsos desde 2012 para analisar as expectativas de cidadãos do mundo sobre o ano que se inicia, apontou que 41% dos respondentes do Brasil acreditam que a vida no país voltará ao normal após os efeitos da crise do novo coronavírus.

A previsão brasileira reflete exatamente a opinião disseminada globalmente. Na média dos 31 países ouvidos pelo levantamento, o percentual de pessoas que apostam em um retorno à normalidade também é de 41%.

As nações que mais acreditam que 2021 será um ano normal - diferentemente do período pandêmico de 2020 - são China (90%), Arábia Saudita (75%) e Índia (63%).

Por outro lado, França (16%), Reino Unido (23%) e Japão (26%) são os menos otimistas.

 

Telegram Jaraguá do Sul