Indústrias de micro e pequeno porte de Santa Catarina têm a oportunidade de obter crédito de R$ 20 mil a R$ 100 mil para capital de giro, sem a necessidade de o empreendedor apresentar garantia real.

As taxas de juros variam de 5,5% a 6,5% mais a variação da taxa Selic, com carência de 12 a 18 meses, e com prazos de 30 a 36 meses para o pagamento do financiamento, conforme as regras estabelecidas pelo BRDE. A iniciativa é da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) em parceria com o banco.

Para que não seja necessário dispor de garantia para o empréstimo, a empresa deve ser indicada por uma companhia da qual seja fornecedora (empresa-âncora) ou pelo sindicato que representa a sua categoria. É importante ressaltar que não há comprometimento financeiro de quem faz a indicação.

Para solicitar o financiamento, a empresa precisa cumprir alguns requisitos, entre eles, faturamento em 2020 superior a R$ 100 mil, regularidade cadastral aplicável a todas as empresas (CNPJ da empresa solicitante e CPF dos sócios com mais de 10% de participação). Além disso, precisa ter mais de dois anos de constituição, situação regular e sem registro de débitos pendentes no Sistema de Informações de Crédito do Bacen, situação regular no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF) do Bacen e não constar pedido de falência ou recuperação judicial nas bases de dados do Serasa. Microempreendedores individuais não estão contemplados no convênio.

Empresas que já obtiveram crédito junto ao BRDE poderão solicitar novo financiamento sem a necessidade de apresentação de garantias, desde que estejam com seus pagamentos em dia e os saldos devedores não ultrapassem o limite de R$ 100 mil. Também estão disponíveis operações de até R$ 800 mil, mas, neste caso, é exigida a apresentação de garantias imobiliárias.

O pedido de empréstimo é feito de forma on-line. O empreendedor deve acessar a plataforma https://fiesc.aplicativo.digital e preencher os dados solicitados. Pelo endereço https://fiesc.com.br/capitalSC é possível fazer simulações.

 

Comércio em alta

O volume do comércio varejista brasileiro teve alta de 1,8% de março para abril deste ano. O crescimento veio depois de uma queda de 1,1% observada na passagem de fevereiro para março. Essa é a maior alta para o mês de abril desde 2000. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O varejo também cresceu 0,4% na média móvel trimestral, 23,8% na comparação com abril do ano passado, 4,5% no acumulado do ano e 3,6% no acumulado de 12 meses.

Crédito idem

A Caixa Econômica Federal disse na segunda-feira (7) que atingiu, entre os meses de janeiro a maio de 2021, R$ 52,4 bilhões em concessão de crédito imobiliário, um crescimento de 41,4% em relação ao mesmo período de 2020. Nos cinco primeiros meses do ano, o banco celebrou 240,6 mil novos contratos e mais de 962 mil de pessoas com casa nova. De acordo com o banco, a carteira de crédito imobiliário do banco alcançou R$ 523,1 bilhões em maio, com 5,76 milhões de contratos.

Abate de frangos

O abate de frangos teve no período um novo recorde na série histórica, iniciada em 1997, chegando a 1,57 bilhão de cabeças. O resultado é 3,3% superior ao mesmo período de 2020 e cresceu 0,7% na comparação com o quarto trimestre de 2020.

O Paraná lidera a produção com folga, sendo o estado responsável por 33,1% da participação nacional, seguido por Rio Grande Sul (13,9%) e Santa Catarina (13,3%). Os dados são do IBGE, que apontou também alta no abate de suínos - 12,62 milhões de cabeças, o melhor resultado para o período desde o início da série.

O aumento foi de 5,7% em relação ao mesmo período de 2020 e de 0,6% na comparação com o quarto trimestre de 2020. Santa Catarina tem 28,9% da participação nacional, seguido por Paraná (20,3%) e Rio Grande do Sul (17,5%).