O que você sente tem impacto direto nas decisões que você toma sobre o seu dinheiro | Foto Divulgação/Navigate Works

O que você sente tem impacto direto nas decisões que você toma sobre o seu dinheiro | Foto Divulgação/Navigate Works

Diariamente vivemos diversas emoções e sentimentos: a alegria por um bom resultado na faculdade, tristeza por um objetivo não alcançado, medo de arriscar para mudar de emprego, ansiedade para o nascimento do um filho, satisfação, admiração entre tantas outras.

E cada um de nós irá reagir com uma emoção diferente para a mesma situação. Segundo pesquisadores do Laboratório de Interação Social da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, ao fim de sua pesquisa foram identificadas mais de 27 emoções principais. A emoção nos motiva a agir!

Quando estamos felizes há uma tendência de sermos mais confiantes, de analisarmos as coisas de forma mais otimista. O que muitas vezes nos faz tomar decisões por impulso.

Já quando estamos tristes, nada é bom o suficiente ou temos medo de realizar algo, para não termos uma decepção com o resultado não alcançado.

Então o que fazemos?

Temos que trabalhar a inteligência emocional, perceber os gatilhos da nossa tomada de decisão. Por exemplo: você já aplicou ou conhece pessoas que aplicaram na famosa Caderneta de Poupança, certo?

Hoje, temos aproximadamente R$ 724,6 bilhões em poupança, e como temos um número tão expressivo se há no mercado aplicações com mesma características (LCI – letra de Crédito Imobiliário e LCA - Letra de crédito do Agronegócio) com melhor rentabilidade?

Confiança e medo são as emoções que revelam essa alta concentração de recursos. Confiança, porque desde criança ouvimos que devemos fazer uma “poupança” e isso nos remete que este é o caminho.

E o medo? De conhecer algo diferente, de buscar informação. Isso dá trabalho! Tudo que não conhecemos gera um desconforto.

Controlar suas emoções vai garantir que o seu dinheiro só te traga alegrias | Foto Divulgação
Controlar suas emoções vai garantir que o seu dinheiro só te traga alegrias | Foto Divulgação

Então, vamos buscar a informação para pular o desconforto e evoluir com qualidade não apenas nas questões financeiras, mas para tudo em nossa vida. Vamos sair um pouquinho da zona e conforto, você já aplicou em Fundos Multimercados? Ou em ações?

Se você já aplicou, foi porque seu perfil é mais arrojado e você busca maiores resultados ciente dos riscos, ou então por alguém ter dito que ganhou dinheiro desta forma.

Qual emoção te motivou? A sua consciência de que você aceita a volatilidade em busca de ganhos maiores do que o atual CDI ou o desejo de ganhar mais?

Se você analisou o risco x retorno x prazo e entendeu que para você é adequado, ok... Parabéns pela sua tomada de decisão com inteligência emocional!

Mas se você leu que um determinado ativo rendeu 250% do CDI em 12 meses e isso te motivou a aplicar sem analisar detalhadamente como esse fundo se comportou para chegar nesse resultado, vamos reavaliar e reiniciar a leitura deste artigo, pois você precisa trabalhar sua emoções e identificar os fatores influenciadores na sua tomada de decisão.

Aplique de acordo com o seu perfil

Não existe certo ou errado na hora de escolher seus investimentos, o que existe são aplicações adequadas ao seu perfil de investidor no seu momento de vida. Permita-se conhecer produtos que saiam da sua zona de conforto, mas faça de forma consciente e não no efeito manada, seguindo a maioria.

As emoções vão interferir na sua tomada de decisão não apenas para aplicação, mas também na hora de manter seu orçamento equilibrado sem gastos por impulso.

Por isso busque informação, equilibre suas emoções e tenha qualidade nas suas escolhas. Desta forma, suas emoções terão influências positivas na comemoração de decisões assertivas!

 Por Ludmila Marques