Apesar de ter solicitado a retirada da Câmara do projeto de lei que iria permitir a instalação de uma usina de lixo no município – transformando os resíduos em energia -, o prefeito de Guaramirim, Luís Antônio Chiodini (PP), garante que não irá desistir da ideia.

“Não podemos ser irresponsáveis, se nada for feito, daqui cinco a seis anos, nossos moradores vão ter que estocar o lixo em casa”, cita o pepista lembrando o caos que foi a greve dos caminhoneiros quando o recolhimento foi suspenso temporariamente e citando que o contrato com o aterro de Mafra vence em 2023.

A decisão de recuar aconteceu em função da contrariedade de alguns vereadores ao local onde a usina seria instalada.

Chiodini adianta que técnicos do município estão fazendo um novo levantamento e que uma proposta será apresentada à Serrana, empresa que tem interesse em instalar a usina na cidade, aos moldes do projeto que já funciona em Mafra.

A negociação deve prever uma permuta com a área adquirida pela empresa nas proximidades do condomínio industrial e que seria a primeira opção para instalação.

O problema foi a apreensão de moradores de áreas próximas, como do bairro Caixa D’Água e localidades do Quati e Serenata.

“Na verdade esses moradores foram mal instruídos. Na Europa essas usinas funcionam no centro das cidades. Aqui, iria funcionar em uma área já industrial e perto da subestação da Celesc”, defende o prefeito.

O tema vem sendo conversado com os vereadores para que quando a nova proposta seja protocolada a rejeição tenha acabado. Guaramirim produz hoje 600 toneladas ao mês de lixo – nada é reciclado – e desembolsa R$ 278 mil todos os meses para levar o material ao aterro de Mafra.

Avanço ou retrocesso

“Temos a oportunidade de garantir um avanço para Guaramirim ou sermos irresponsáveis”. Opinião do presidente da Câmara, Ernesto Friedemann (PP), defensor da instalação de uma usina de lixo na cidade.

Friedmann lembra que os parlamentares foram a Mafra conhecer a estrutura existente lá e puderam comprovar que a usina não gera cheiro e nem atrai animais.

Segundo ele, o terreno nas proximidades do condomínio industrial é o ideal e a falha foi não explicar direito aos moradores a proposta.

Questão de conversa

Um dos críticos do projeto do Executivo, o vereador Charles Longhi (MDB) diz que não é contra a usina de lixo, mas pensa que os moradores e os próprios parlamentares deveriam ter sido melhor informados.

“Sei que a empresa fez uma apresentação na Amvali mostrando como funciona, se isso tivesse sido feito com os moradores talvez a pressão não fosse tão grande”, defende.

Plantando ideias

Presidente do Samae, Ademir Izidoro (PP), com Thabata Schulz, vencedora do concurso de redação sobre a importância da água. Na noite de terça-feira, Izidoro entregou certificado a 700 estudantes do município que participaram do Proeva.

“Temos certeza de que a partir desta formatura, todas essas crianças serão fomentadoras do cuidado que todos devem ter com a água, com a destinação correta do lixo orgânico e reciclável”, disse o presidente.

Internet em áreas rurais

Vereador Eugênio Juraszek (PP) voltou a demonstrar indignação com relação ao mau serviço de telefonia e internet nas áreas rurais de Jaraguá do Sul. Citou o Garibaldi como exemplo da falta de comprometimento das empresas do setor.

“Os agricultores e os empresários que estão localizados nesta região estão com dificuldades para emitir a nota fiscal eletrônica na venda dos seus produtos. Outra ação prejudicada com o péssimo serviço é a Rede de Vizinhos, que precisa de internet boa para a comunicação entre os moradores em situações de perigo e de emergência”, diz.

Apoio à dobradinha MDB/PP

Luís Chiodini diz que respeita a pré-candidatura do ex-prefeito Nilson Bylaardt (MDB) a deputado estadual, porém, garante que irá trabalhar para eleger Dieter Janssen (PP).

“Desejo boa sorte a ele. Mas nós temos um candidato que é o Dieter. Tenho certeza que se eleito o Dieter irá atuar como um verdadeiro guaramirense”.

Para deputado federal, o prefeito de Guaramirim defende a eleição de Carlos Chiodini (MDB). “Esses R$ 10 milhões que conseguimos para pavimentação do Badesc foi graças à atuação dele. Tenho certeza que a região irá crescer muito com Chiodini em Brasília”.

MDB cederia três vagas para ter o PSDB e o PR

Ninguém fala publicamente, mas nos bastidores, o MDB tem sinalizado que aceita abrir mão da vaga de vice e das duas ao Senado para fechar as alianças.

O sonho continua sendo ter o PSDB como parceiro, com Napoleão Bernardes de vice de Mauro Mariani. Jorginho Mello, do PR, seria um dos concorrentes ao Senado, e, Paulo Bauer, o outro.

Captação de recursos para Schützen

Deve ser votado nas próximas sessões projeto de lei do Executivo que autoriza a Comissão Central Organizadora da Schützenfest a captar R$ 410 mil para o evento através do Pronac (Programa Nacional de Incentivo à Cultura), da Lei Rouanet.

Os recursos devem ser captados através de renúncia fiscal de empresas da região e usado para custear grupos folclóricos e bandas que se apresentarão na festa.

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