foto lucio sassi lauro frohlich prefeito de guaramirim (6)

Depois de uma semana de muita movimentação nos bastidores, o prefeito de Guaramirim, Lauro Fröhlich (PSD), confirmou na tarde de ontem à coluna que não irá buscar a reeleição. Lauro diz que apesar de ter anunciado a sua pré-candidatura sentiu que não era o nome de consenso entre os partidos aliados e por isso resolveu recuar. E em uma atitude estranha para alguns observadores do cenário político, irá apoiar a candidatura do médico Paulo Veloso (PR) à majoritária, que terá o PSB como vice e o PSDB na chapa.

Os partidos ainda trabalham para ter na mesma aliança o PR, o DEM e o PDT. Para quem não lembra, Veloso é o vice de Lauro, mas se afastou da administração em 2013 criticando a condução do governo. Outro ingrediente que pesou na decisão de ficar fora da disputa foi a situação econômica e a falta de recursos para investimento. Em 2015, o Orçamento do município fechou com R$ 10 milhões a menos do que o projetado e a previsão e que este ano a conta fique ainda pior. Lauro diz que agora o foco está em fechar as contas e deixar a Prefeitura ‘redondinha’ para quem assumir e, garantindo não ter arrependimentos, não descarta voltar a ocupar um cargo público no futuro.

Esta semana recebi a informação de alguns aliados de que o senhor desistiu de tentar a reeleição. É isso mesmo, está fora da disputa?

Eu anunciei a minha pré-candidatura, estava disposto a concorrer. Mas na falta de unidade dos partidos aliados, decidi ceder e auxiliar na construção de um bom projeto para o município. Ainda temos duas frentes (fora o PMDB), temos que encontrar uma unidade e abri mão para auxiliar nesse processo. Sendo assim, estou fora da disputa eleitoral.

A situação econômica foi determinante para essa decisão, para o desgaste do governo?

A crise econômica dificultou muito. É um dos fatores. Tive que tomar decisões impopulares, medidas de contenção, não há recurso para investimento. Tivemos que manter apenas os serviços prioritários. Mas, ao mesmo tempo, preparei o município. A crise passa. Implantamos uma nova forma de administrar. Com o PMAT, o próximo governo vai ter mais informações, menos burocracia, mais transparência, por exemplo.

A oposição dificultou ainda mais a governabilidade?

Eu nunca fui para o confronto e não gosto de entrar nesse mérito, mas tem gente que não entende como a gestão pública funciona e aí é difícil. Implantamos uma forma de governar com credibilidade, valorizando a sociedade e por isso quero auxiliar na formação de um novo projeto político para que essas ações tenham continuidade. Precisamos de mais maturidade. Muita gente fica falando do que acontece em Brasília, mas guardadas as proporções, tem um comportamento parecido no município. Vivemos no Brasil um momento de oportunidade para renovação, não das pessoas, mas da mentalidade.

Quando o senhor fala em unidade, o senhor quer dizer todos contra o PMDB?

Não contra o PMDB, mas para vencer a eleição.

O senhor tem algum arrependimento desses quatro anos?

Não, de nada. Estou feliz por ter tido essa oportunidade. Conheci ótimas pessoas, me decepcionei com algumas e me surpreendi positivamente com outras.

Não há constrangimento em apoiar a candidatura de Paulo Veloso, que deixou sua administração ainda no primeiro ano de mandato?

Nós tivemos divergências de ideias, mas sempre com respeito. O Paulo é uma pessoa de bem, um trabalhador, um cidadão preparado. E com ajuda do Mario Sergio Peixer conseguirá fazer um grande trabalho.

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EM FOCO

A base de Mario Fernando Reinke (PSDB) na Câmara promete abrir um processo contra o vereador José Osnir Ronchi (PP) por quebra de decoro parlamentar. Em rede social, o pepista afirmou que “todos vereadores
vendem sua cadeira”.

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O deputado federal Mauro Mariani (PMDB) avalia de forma positiva a escolha de Rodrigo Maia (DEM) para presidir a Câmara dos Deputados. “Até então a Casa era refém das demandas pessoais do ex-presidente Cunha e das trapalhadas de Waldir Maranhão. A expectativa é que o novo presidente passe a dialogar mais com toda a Casa”, ressaltou Mariani.

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O projeto (PLC 4/2016), que obriga o poder público a executar as ações escolhidas e aprovadas nas audiências públicas do Orçamento Regionalizado, provavelmente só será levado ao plenário da Assembleia para votação após as eleições municipais. Defensor da proposta, o deputado Vicente Caropreso (PSDB) diz que a iniciativa garantirá que as prioridades das regiões
sejam atendidas.

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O portal do Tribunal Superior Eleitoral disponibilizou a última versão do Sistema de Candidaturas, o Candex 2016, que deve ser utilizado por todos os partidos
e coligações para formalizar os
pedidos de candidaturas.

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A Câmara de Vereadores de Jaraguá promove, na próxima terça-feira, audiência pública para debater e apontar alternativas para prevenção de desastres.

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O prefeito Dieter Janssen e o presidente do PP, Ademir Izidoro, foram ontem a Florianópolis. Lá, tiveram uma conversa ao pé do ouvido com o deputado federal Espiridião Amin. Na pauta, a candidatura à reeleição de Dieter Janssen.

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Enquanto vê o PR formar uma aliança ao estilo todos contra Nilson Bylaadrt, o PMDB de Guaramirim pretende apostar em chapa pura na majoritária e a ideia de que menos aliados é menos espaço para lotear e mais dinheiro para investir.