Se o governo do prefeito Antídio Lunelli (PMDB) decidir realmente ser coerente e fazer a tarefa completa, o projeto que cria o Escola sem Partido será enviado á Câmara de Vereadores juntamente com o que acaba com as indicações políticas para diretores.

Assim, Jaraguá do Sul seguiria uma experiência exitosa que foi adotada há três anos no Estado. Escola realmente não deve ser palanque. Nem para uns, nem para outros.

O projeto que visa estipular normas de conduta aos professores e que deve ser protocolado no Legislativo na próxima semana, segundo os idealizadores, não irá proibir que temas relacionados à política sejam discutidos e nem que os professores manifestem suas opiniões, desde que fique claro que é uma posição pessoal e que existem outras vertentes.

Na teoria, ok, mas a iniciativa causa certo temor em boa parte dos profissionais ligados á educação até porque se o objetivo não é perseguir ninguém que pense diferente, a ausência de doutrinação deveria começar pela mudança na escolha dos diretores das escolas municipais.

Desde 2015, em Santa Catarina, os líderes das escolas são escolhidos por votação. Entretanto, não é uma escolha pessoal, estudantes, pais e professores votam no melhor plano de gestão escolar, que tem validade por quatro anos e demanda uma criteriosa prestação de contas. O comprometimento dos diretores não deve ser com o governo e sim com a qualidade da educação, o que, convenhamos, com escolhas políticas fica mais difícil.

Jung diz que projeto“é mais do mesmo”

Para o secretário de Educação, Rogerio Jung, o projeto que será enviado à Câmara criando o Escola sem Partido é desnecessário, “mais do mesmo”. “Eles tentam reinventar a roda”.

O peemedebista diz que tudo já está previsto na Constituição e que não há necessidade de se regular mais ainda o trabalho dos professores. Jung se coloca contrário também à possibilidade da escolha dos diretores ficar a cargo da comunidade. Na visão dele, é preciso observar critérios como liderança e conhecimento para indicação.

Regulamentação táxis

Secretário de Planejamento e Urbanismo, Eduardo Bertoldi (PMDB) retomou os trabalhos sobre o projeto que deve regulamentar o serviço de táxi no município.

Uma discussão antiga que ainda não avançou. Segundo ele, uma nova minuta está sendo preparada pelo Executivo e deve ser apresentada em breve aos permissionários.

Outra preocupação tem sido o Uber, que hoje não tem controle e nem taxação do poder público. Bertoldi adianta que o tema está sendo tratado pela Fecam.

125 anos da Jucesc

Por indicação do deputado estadual Carlos Chiodini (MDB), a Assembleia Legislativa realizou ontem uma sessão especial em comemoração aos 125 anos da Junta Comercial de Santa Catarina (Jucesc).

Criada por empresários em 16 de maio de 1893, na forma de autarquia estadual com autonomia financeira, hoje a Junta é vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS).

A estrutura recebeu o nome de Casa do Empreendedor Eggon João da Silva, uma homenagem a um dos fundadores da WEG.

Situação de Bauer complica

A decisão da Procuradoria Geral da República (PGR) de solicitar ao STF abertura de inquérito contra o senador Paulo Bauer, do PSDB, apontando indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, respinga diretamente na pré-campanha do tucano.

A investigação envolve suposto recebimento irregular de R$ 11,5 milhões através da empresa Hypermarcas nas eleições de 2014 está avançando no Supremo Tribunal Federal.

O caso está nas mãos do ministro Edson Fachin, confirmado como relator na última segunda-feira, 14 de maio. A investigação teve início com a delação do ex-executivo, Nelson José de Mello.

O novo pedido relaciona as supostas doações a um projeto de emenda constitucional apresentado por Bauer para isentar medicamentos de impostos.

O senador disse, no lançamento da sua pré-candidatura ao governo do Estado, que não falaria mais sobre a denúncia, que esse era um assunto para os advogados.  O silêncio no ninho é quase absoluto.

A ação pode enfraquecer a possível candidatura de Bauer. No MDB, aumenta a crença de que os tucanos, se tiverem as asas tosadas, podem ceder e indicar um vice na chapa encabeçada por Mauro Mariani ou Pinho Moreira.

As próximas pesquisas devem mostrar o tamanho do desgaste.

Sinsep entrará na Justiça contra projeto da Câmara

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Jaraguá do Sul e Região (Sinsep) enviou nota à imprensa anunciando que irá entrar na Justiça alegando inconstitucionalidade do Projeto de Emenda à Lei Orgânica Municipal (LOM) número 2/2018, que tramita na Câmara, e trata da nomeação de  servidores parentes de vereadores, prefeito e vice para cargos comissionados.

Para o Sinsep, o texto é uma afronta à legislação municipal e federal.

O projeto que flexibiliza o nepotismo rendeu muitos memes contra os vereadores. Até uma homenagem pelo Dia da Família circulou. Caiu na rede, é peixe.