De acordo com a Declaração Universal do Voluntariado, aprovada pela International Association for Volunteer Effort, em 1990, essa prática consiste em uma escolha e motivação pessoal, livremente assumida, como forma de estimular a cidadania e o envolvimento comunitário, visando à valorização do potencial humano, à qualidade de vida e à solidariedade.

Importante entendermos que o nível de organização de cada sociedade é proporcional ao grau de influência de fatores característicos como cultura, valores e modelos estruturais políticos, econômicos e sociais. Temos, como diferencial em nossa cidade e microrregião, uma consistente mobilização desse conjunto de fatores, orquestrado pelas entidades de classe, empresariado e cidadãos. E é justamente da dimensão e intensidade desses fatores conjuntos que afloram práticas colaborativas e construtivas como o voluntariado.

Importante ressaltar, entretanto, que a ação voluntária não intenta competir com o trabalho remunerado, tampouco compensar carências do Estado. Ela se orienta na perspectiva de uma sociedade atuante, mais justa, envolvida e responsável, relativamente desapegada do Estado, mas que não se abdica de cobrar as obrigações peculiares deste.

Cidadãos conscientes de que toda sociedade é uma construção coletiva, percebem que, se todos focarem tão somente em seus interesses privados, estarão em situação pior do que se dispusessem de algum tempo para a coletividade. Há por aqui uma maior lucidez e entusiasmo de que a coexistência colaborativa produz uma força indutora que modifica comportamentos, fomenta novos conhecimentos e promove o desenvolvimento da comunidade. Que essa nossa energia continue se disseminando e nunca se esgote.