Precisamos entender patrimônio histórico como sendo todo lugar impregnado de importância social, cultural, econômica e científica.
O melhor exemplo disso em Jaraguá do Sul, é o bairro Rio da Luz. No entanto, nem todo jaraguaense consegue atribuir referidas importâncias àquela localidade.

Quando o tema é patrimônio histórico, a primeira grande dificuldade que enfrentamos no Brasil, é a ausência da cultura da preservação. Somos um dos países mais urbanizados do mundo, à frente, inclusive, dos Estados Unidos. Consequência disso é a concentração de pessoas em pequenas áreas periféricas.

Então temos o segundo grande problema: como manter o espaço tombado de forma social, cultural, econômica e cientificamente sustentável? O tombamento de um patrimônio histórico, pressupõe prévio conhecimento de qual será seu propósito e sustentabilidade. Embora a memória seja uma base fundamental para identidade da cidade, o que se observa no Brasil é a cultura de tombar sem que se tenha ideia clara de como irá ser usado.

Prova disso é o atual processo de revisão da normativa de tombamento desse nosso bairro, visando agora diminuir as restrições para obras e serviços naquela localidade. Desde de 2007 o Rio da Luz é considerado patrimônio histórico, preservando suas características da colonização germânica.
Espera-se que o pacto entre as esferas públicas e privadas possa garantir a preservação, o desenvolvimento e a sustentabilidade. Nossa sociedade ganhará com isso.