Estudo capitaneado pela Fiesc, Assembleia Legislativa e Tribunal de Contas, busca identificar em que status se encontram as obras públicas, das esferas municipal, estadual e federal. Ainda não há cifras, mas podemos alimentar a convicção de que essas cifras serão absurdamente altas.
Esta é apenas uma das variáveis que compõem o Custo Brasil, diga-se de passagem. Uma ineficiência crônica que afeta todas as regiões estados e municípios.

Culturalmente, o Brasil já absorveu como contingências normais, a falta de mão de obra, burocracia, falta de recursos financeiros e intempéries, como justificativas aceitáveis por atrasos, morosidade e abandonos de obras inacabadas. A única justificativa cabível nessas circunstâncias é falta de planejamento e ineficiência na gestão dos recursos públicos.

Reportando-nos especificamente à nossa realidade regional, somos diretamente impactados pela morosidade da duplicação da BR 280. Vale lembrar que o processo de duplicação teve início lá em 2008, fazendo parte, ironicamente, do PAC - Plano de Aceleração do Crescimento, do governo federal. Passados 11 anos, ‘Aceleração’ é tudo que não há nesse Plano.

São aproximadamente 72 quilômetros entre Jaraguá do Sul e São Francisco do Sul, incluindo um túnel duplo no Morro Vieira, em Jaraguá do Sul, com cerca de um quilômetro. O conjunto da obra no tempo, ainda ainda não atingiu 40% de realização. Podemos imaginar, então, o tempo de conclusão.