Os embates e tragédias políticas sempre estiveram presentes na história de nossa República. Em meio a um atual clima de polarização e transição política, resgatamos com exclusividade para nossos leitores, a histórica edição nº 1.806 de 29 de agosto de 1954 do OCP, que estampava em sua capa dois inusitados episódios, sendo um de repercussão nacional e mundial e outro de repercussão local:

  • Suicídio de Getúlio Vargas

Naquele fatídico 24 de agosto de 1954, uma reunião com ministros no Palácio do Catete decidira que Getúlio se afastaria do exercício da presidência por três meses, dando espaço a investigação de uma tentativa fracassada de assassinato a um de seus maiores críticos, o jornalista Carlos Lacerda. A vítima acabou sendo um oficial da Aeronáutica.

Naquela mesma madrugada, tendo rejeitado a condição de afastamento, Getúlio se recolhe ao seu aposento e por volta das 8h35, o som de um tiro ecoa pelo palácio. O Presidente se matara, em seu quarto, com um tiro no peito. Curiosamente, temos em Jaraguá do Sul, um testemunho vivo deste episódio.

O assíduo leitor do OCP, Sr José Henrique Pereira, era guarda da polícia do exército e atuava no Palácio do Catete. Ele foi um dos primeiros a entrar no quarto do presidente para prestar socorro, e conta essa história em detalhes.

  • PSD X UDN – A cilada

Se no âmbito nacional a tragédia manchou de sangue a história política, por aqui, em nossa urbe, o episódio registrado nessa matéria, não passou de alguns hematomas. Vale a pena ler. A propósito, o último parágrafo do texto se conclui na última página daquela edição, portanto, transcrevemos o parágrafo completo aqui: “em 1950, quando o deputado Waldemar Grubba foi escolhido candidato do PSD para o cargo, já o Sr. Mário Tavares o ambicionava. Daí, por um mês, deixou seu companheiro de partido jogado a própria sorte e lá se foi para Copacabana tomar banhos”