Já dizia Albert Einstein que “a vida é igual andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio é preciso se manter em movimento”. A edição do OCP de hoje, página 7, mostra o exemplo de Vanderlei Caetano da Silva, 42 anos, que encontrou no pedal o equilíbrio em movimento para superação e prazer.

Sem que seja essa sua pretensão, Vanderlei nos revela que a bicicleta tem significativo poder transformador da relação do homem com seu meio. Cada vez mais ela se insere no imaginário coletivo moderno como meio de liberdade, saúde, colaboração, superação e sustentabilidade. Vanderlei nos mostra ainda que, ao invés da artificialidade alheia de motores, a energia da bicicleta é o próprio condutor. Ademais, o equilíbrio deriva do movimento para a frente, como deve ser a dinâmica e processo de evolução da vida.

Que esse movimento em equilíbrio para frente, mesmo com sua limitada velocidade, possa ultrapassar, em breve futuro, nosso antiquado, violento e insustentável modal mecânico de vencer distâncias. Se até aqui, a pressa e a velocidade não nos tem levado, essencialmente, a lugar algum, nada mais razoável que seja a bicicleta, cada vez mais, esse meio de nos conduzir com serenidade, saúde, segurança e contemplação, contagiando as cidades do futuro.