O Brasil é um dos países mais violentos do mundo para as mulheres. Os casos de feminicídio em âmbito nacional continuam crescendo. Estudos apontam que no estado de Santa Catarina, o ano de 2019 tende a fechar com índice estável.
Especificamente em Jaraguá do Sul, podemos enaltecer o fato de, no corrente ano, não termos registrado nenhum feminicídio até o momento. Entretanto, esse fato não justifica comemoração, pois, se o feminicídio não se concretizou, a violência contra a mulher continua imperando.

Esta mazela é resistente por ser social e culturalmente construída. Se fazem oportunas, então, algumas considerações:
i) Em que pese a diferenciada atuação de nossa polícia, somos uma sociedade que maltrata mulheres e crianças; ii) embora alguns mentecaptos, que praticam ou já praticaram qualquer tipo de violência contra mulheres, estejam lendo este artigo, a maioria dessa escória usa o jornal para limpar o que representa sua essência; iii) é louvável o esforço e as políticas sociais de assistência que vem sendo implementadas e ampliadas pelo Creas.

Mas muitas perguntas permanecem sem respostas. Evidenciemos algumas: Como
extirpar ou atenuar esse mal social? Como conscientizar as pessoas para uma ampla reflexão voltada a construção de uma sociedade tolerante e solidária? Porque as políticas de estado relativas a prevenção e proteção às mulheres, sempre se mostraram pífias?

Se ainda não há respostas, há uma convicção: o Estado precisa cuidar das mulheres. A violência de gênero como um fenômeno arraigado na nossa cultura patriarcal, ainda se mostra muito evidente. O respeito à dignidade das pessoas independentemente de classe, etnia, sexo, gênero ou orientação sexual, não se coaduna com essa cultura.