O ritmo de crescimento de Jaraguá do Sul, somado ao desmesurado índice de, aproximadamente, 1 automóvel per capita, requer do planejamento urbano, ações imediatas de absorção e escoamento do trânsito. Uma equação complexa de ser resolvida, já que a taxa de crescimento de veículos em circulação, suplanta a taxa de expansão da estrutura viária.

Uma alternativa em trâmite, como meio paliativo de remediar nosso crônico problema de mobilidade são os binários. Obviamente que, por determinado tempo, eles proporcionarão maior fluidez ao trânsito. No entanto, o planejamento urbano não pode se abster de um olhar disruptivo para o futuro da cidade.

Pensar o futuro, é repensar o modal esgotado de engenhocas locomovendo-se, a biocombustível, sobre quatro rodas, com apenas o condutor, pesando toneladas, matando pessoas, ocupando demasiados espaços e poluindo o meio ambiente.

Nossa consciência de sociedade formatada no século passado, ainda resiste aos novos paradigmas de mobilidade e acessibilidade no meio urbano. Insistimos em seguir tracionados e guiados por padrões estabelecidos como, pressa, vantagem, facilidade, conformidade, racionalidade e mínimo esforço.

Ampliar a estrutura viária, embora seja uma solução viável de curto prazo, não deixa de ser uma visão desprovida de princípio de sustentabilidade. Sob uma perspectiva de futuro, seria como trafegar pela contramão. Precisamos de projetos de VLTs, ciclovias, ciclofaixas, transportes coletivos, praças, áreas verdes, para que todos possam ganhar.