Se o otimismo da economia brasileira tempera todos os setores, também a gastronomia vem se alimentando desta onda. Segundo últimos dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), o crescimento deste setor gira em torno de 10% ao ano, gerando cerca de 250 mil novos empregos anuais. Pesquisas também dão conta de que no Brasil, a alimentação fora do lar representa 33% dos gastos com alimentos e bebidas.

Além destas variáveis, há que se considerar nossa culinária brasileira como sendo rica em diversidade e criatividade, atraindo paladares do mundo inteiro. É, portanto, perceptível o crescimento deste mercado, representando muitas oportunidades de negócios.

Reportando-se a nossa realidade jaraguaense, verifica-se que se há pouco tempo tínhamos a Epitácio Pessoa como nosso principal reduto da gastronomia, hoje temos a Domingos da Nova se destacando como mais uma importante via gastronômica. Este fenômeno retrata a elevação do padrão de modernidade de nossa cidade, gerando qualidade de vida e estimulando o empreendedorismo.

Outro ingrediente que se mistura bem à nossa receita de crescimento, é nosso potencial turístico. Não há como dissociar turismo de gastronomia. Um não existe sem o outro. E como cereja do bolo, temos nosso alto índice de população economicamente ativa, que demanda variedades de estabelecimentos gastronômicos. Harmonizando com todos esses elementos, temos as mudanças nos hábitos alimentares, que é inerente ao mundo moderno da pressa, mas que ao mesmo tempo busca a saúde e entretenimento.

Se ainda não é possível afirmar que estamos, definitivamente, bem servidos, também já não se justifica alimentar o argumento de que Jaraguá não temos opções gastronômicas. Temos, e muito boas.