Foto divulgação.
Foto divulgação.

Como é bom sorrir! Exteriorização da felicidade e alegria, envolve e contagia as pessoas que o veem, alivia a tensão dos ambientes que o recebem e tornam o dia muito melhor.

A composição harmônica de um sorriso é derivada de vários fatores, enquanto os dentes são a obra de arte, os lábios e gengivas a emolduram.

Gosto muita da definição de sorriso harmônico de Tjan e colaboradores (1984). Eles dizem que o padrão de normalidade é a exposição completa dos dentes anterossuperiores, com suas bordas acompanhando a curvatura do labio inferior com leve toque ou pequeno espaço entre eles. Sua beleza depende basicamente da relação entre dentes, gengiva e lábios.

Dividimos a estética do sorriso em dois grandes aspectos: a estética branca (dentes) e a estética vermelha (gengiva). É muito comum o foco na estética dos dentes e por vezes a gengiva fica relegada a segundo plano, infelizmente, isso pode denunciar um tratamento reabilitador e por conseguinte perder a naturalidade do trabalho. Existem vários aspectos que podemos discutir sobre estética vermelha, hoje focaremos no que se convencionou chamar de sorriso gengival.

Consideramos que a pessoa apresenta sorriso gengival quando ao sorrir expõe mais de três milímetros da gengiva acima dos dentes superiores. Isso afeta aproximadamente 10% da população entre 20 e 30 anos, na maioria mulheres e não é necessariamente desagradável , visto que pode haver harmonia entre os elementos da face proporcionando uma aparência mais jovial.

Além disso, é decisão do paciente se seu sorriso é ou não desagradável. No entanto, em muitos casos pode repercurtir de forma negativa na estética e na autoestima da pessoa que o possui.

No estudo realizado por Malkinson e colaboradores (2013) foi demonstrado que o sorriso gengival afeta negativamente a atratividade do paciente, e que a quantidade de exposição gengival é inversamente proporcional à percepção de terceiros de como a pessoa é amigável, confiável, inteligente e autoconfiante.

Várias são as causas desta exposição em excesso de gengiva ao sorrir, o importante é diagnosticar adequadamente, avaliando o grau de impacto estético e tomar a decisão mais apropriada.

As técnicas cirúrgicas de correção vão desde pequenos recontornos da margem gengival até reposicionamento da base óssea como um todo chamado de cirurgias ortognáticas, procedimentos minimamente invasivos também podem ser feitos como por exemplo o uso de toxina botulínica para adequar a movimentação do músculo a um padrão mais agradável de sorriso.

O importante é que as demandas sejam ouvidas com toda atenção, um diagnóstico correto efetuado e a melhor ação seja eleita para harmonizar mais ainda os sorrisos das pessoas, pois sorrir é sempre o melhor remédio!